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Humanização do ambiente de trabalho precisa ser realidade em TI

A área de TI é constantemente impactada pela falta de mão de obra ou pela evasão dos profissionais nas empresas. A relação difícil entre a oferta e a procura tem levado companhias a investir em gestão de pessoas e práticas de recursos humanos, com o objetivo de humanizar o ambiente de trabalho e fazer com que o profissional não se sinta apenas um funcionário, mas perceba que ele faz parte do negócio.

Embora faltem profissionais de TI, o mercado está cada vez mais aquecido, e há alguns motivos para isso, uma vez que a área é uma das que mais crescem globalmente, com expectativa de pleno emprego e investimento de diversos setores da economia em tecnologia. Depois, há a qualidade dos profissionais que já atuam na área e que as empresas querem reter.

Para que o profissional se sinta parte da empresa, outro ponto importante é manter um alinhamento entre liderança e pessoas e participar na formação do ambiente. Muitas empresas estão investindo muito na retenção de talentos com projetos que variam do feedback em grupo, capacitação da liderança e do profissional, incentivo à inovação e criação de novas competências, levando o profissional a gerar os resultados esperados.

Um bom líder também é vital na hora da decisão por um novo emprego. Não adianta atrair bons talentos, ter programas de desenvolvimento, mapa de carreira que atenda o profissional, se não há uma gestão colaborativa, que ouve os funcionários. As organizações precisam entender que o gestor é a pessoa mais próxima do colaborador, que cobra resultados, avalia performance, identifica talentos, e aloca os profissionais em projetos, portanto, esse público precisa de atenção.

Troca de emprego vai além do salário
Outro desafio para a retenção dos talentos é enxergar que investir na qualidade de vida do profissional e no ambiente de trabalho é, muitas vezes, mais importante do que apenas aumentar o salário.

Para muitos profissionais, o salário é menos relevante que um bom ambiente interno. Pesquisas recentes mostram que 85% das pessoas analisam o clima, gestão, e outros aspectos que não são salariais antes de mudar de emprego. Ao mesmo tempo, 90% pedem demissão por motivos não relacionados ao salário.

Fatores como clima de inovação, possibilidade de participar de novos projetos e ambiente motivador fazem com que o profissional não fique estagnado, mesmo passando anos na mesma empresa. Além do mais, muitos profissionais dão mais relevância a flexibilidade, qualidade de vida e ao tempo com a família. 

Nos grandes centros urbanos, esse é um fator importante para a retenção dos talentos, pois o trânsito das grandes capitais impacta negativamente a qualidade de vida. Em cidades como São Paulo, permitir horário flexível e até home office alguns dias da semana podem contar alguns pontos positivos na hora da decisão.

*Hilda Carvalho e Eric Carvalho são especialistas em RH e desenvolvimento de Software na Synchro

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