Inovação. Foi esse o ingrediente que a fabricante chinesa Huawei encontrou para se diferenciar no mercado de tecnologia da informação e telecomunicação. Com 170 mil funcionários no mundo, atuação em mais de 170 países, cobrindo um terço de toda a população global e 27 anos de existência, a companhia mantém 18 centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no mundo. “Investimos 10% da nossa receita em P&D e somente na última década direcionamos US$ 30 bilhões para iniciativas inovadoras e cerca de 76 mil colaboradores dedicados ao tema. Inovação é nosso core”, destaca Joe Kelly, head internacional de media affair da Huawei.
Segundo ele, a empresa entende que além de contar com seus centros, é preciso cooperar com outras empresas e instituições para ampliar o potencial de descoberta. MIT, Cambridge, Accenture, Oracle, IBM, Snia e IEEE são alguns dos exemplos de alianças nesse sentido. O trabalho tem gerado resultados positivos para a fabricante que atualmente, segundo Kelly, é a primeira chinesa com maior número de patentes no país, está entre as top 50 em patentes nos Estados Unidos e entre as 15 na Europa.
“Não acreditamos que podemos fazer tudo sozinhos. Apoiamos a inovação aberta e somente em 2014 pagamos US$ 300 milhões para usar a tecnologia de outras empresas”, exemplifica o executivo.
Em razão da forte aposta em inovação, a Huawei conseguiu passar do status de seguidora no mercado para líder na China, relata Kelly, com o surgimento da internet e o avanço da mobilidade como os grandes aliados de seu crescimento. “A organização é nova e isso nos dá vantagem, além de mantermos sempre o foco no cliente e por sermos de capital fechado conseguimos manter um ótimo ritmo de tomadas de decisão”, conta.
Aposta no 5G
Com estimativas indicando que em 2020 o mundo contará com 100 bilhões de dispositivos conectados à web, a Huawei acredita que conectividade será peça-fundamental para garantir qualidade, velocidade de acesso de 10 Gbps e latência de apenas 1 milessegundo. De olho nesse mercado, a Huawei começou os estudos na próxima geração de banda larga móvel, a 5G, em 2009 e separou US$ 600 milhões do seu orçamento para pesquisas no segmento até 2018, quando a Copa do Mundo na Rússia marcará o grande teste em 5G.
São duas décadas de investimento em 5G e mais de 200 engenheiros dedicados à pesquisa e desenvolvimento na área. “Temos ainda programas em mais de 20 países para inovação na nova geração de banda larga móvel”, completa o executivo, lembrando que embora os padrões para 5G comecem a ser discutidos em 2018, a Huawei mantém sua estratégia de antecipação sobre a tecnologia para manter-se na dianteira do mercado quando as definições forem concluídas. “Se olharmos o 4G, clientes passarão por uma migração natural para 5G. Assim, temos grandes chances de liderar esse setor”, observa.
A Unico, empresa brasileira especializada em identidade digital e biometria facial, ingressou com ações nas…
A Salesforce anunciou parceria com a FIFA como apoiadora oficial da Copa do Mundo de…
Neil Redding será o palestrante de abertura do IT Forum Praia do Forte 2026. Com…
Apesar da consolidação da computação em nuvem como um dos pilares da transformação digital, uma…
As equipes de segurança cibernética enfrentarão um cenário cada vez mais complexo nos próximos anos,…
Apenas uma em cada três pessoas dos Estados Unidos aprova o ritmo acelerado de construção…