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Huawei fechou 2019 com receita recorde de US$ 122 bilhões

Eric Xu, chairman da Huawei, informou em uma mensagem de Ano Novo para o time interno que a receita de vendas da fabricante para 2019 iria atingir a marca de US$ 121 bilhões, alcançando um faturamento 18% maior do que o obtido em 2018.  

De acordo com o executivo, a venda de smartphones foi essencial para alavancar os resultados: a marca comercializou 240 milhões de unidades, ante 206 milhões registradas no resultado anterior. 

Apesar dos bons números, a previsão financeira da marca ficou abaixo dos US$ 125 bilhões projetados em janeiro de 2019, antes de a empresas ser expulsa dos EUA e proibida de estabelecer negócios e parcerias com empresas baseadas no país americano. 

Com o banimento, que deve entrar em vigor neste ano, a empresa tem o grande desafio de elaborar soluções próprias para produtos criados por empresas dos Estados Unidos e que são largamente utilizados por usuários de todo o mundo.  

Um exemplo é o sistema operacional instalado em seus smartphones: sempre adepta do Android, a Huawei teve que trabalhar a toque de caixa para lançar o HarmonyOS, solução que será implementada em todos os futuros dispositivos lançados pela marca futuramente. 

 Nem a alta direção da companhia esconde que o objetivo de curto prazo da companhia é se manter competitiva dentro do mercado “Sobrevivência será nossa primeira prioridade”, disse Xu no comunicado enviado aos colaboradores. 

Suspeitas e 5G

O principal argumento utilizado pelo governo americano para bloquear as relações comerciais da marca com empresas nacionais está na acusação de que a Huawei negocia com governos autoritários (como o Irã) e atua como braço de espionagem do governo chinês. 

Não é só a vertical de smartphones da firma que é impactado com essas suspeitas: principal fornecedora global de telecomunicações, a empresa está enfrentando dificuldades para vencer contratos de implementação do 5G em países como Noruega e Suécia.  

Ou, como no caso de mercados como Japão e Austrália, os governos até permitem que a empresa participe de licitações, mas com muito mais restrições de atuação do que outras marcas. 

Mesmo com as dificuldades, a empresa ainda vem conquistando vitórias: destaque para o mercado indiano (um dos focos das grandes empresas de tecnologia), que deu o aval para que a fabricante participasse dos principais projetos relacionados à nova tecnologia de conexão. 

Falando sobre cibersegurança, Xu informou no comunicado de final de ano que o tema é “prioridade máxima” dentro da agenda da Huawei, que “continuaria a aderir a todas as leis e regulamentos relacionados nos mercados em que opera”. 

*Com informações do TechCrunch e The Guardian 

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