O HSBC anunciou nesta terça-feira (18) a pretensão de cortar cerca de 35 mil empregos. De acordo com informações da Folha de S. Paulo, a medida tem como objetivo reduzir as operações do banco na Europa e nos EUA.
A meta da companhia é reduzir os seus custos em US$ 4,5 bilhões, bem como se livrar de US$ 100 bilhões em ativos ponderados até o final de 2022. Segundo Noel Quiin, chefe-executivo interino do HSBC, a previsão é de que o quadro de funcionários em tempo integral seja reduzido de 235 mil para 200 mil em três anos.
O diretor financeiro do banco, Ewen Stevenson, afirmou que as reduções de trabalhadores estão ligadas a um plano de redução de custos e no enxugamento dos negócios da companhia. “Partes da nossa empresa não estão gerando resultados aceitáveis. Portanto, estamos elaborando um plano para aumentar o retorno aos investidores”, disse Stevenson ao Financial Times.
O HSBC afirmou, ainda, que a expectativa é de que a reestruturação custe cerca de US$ 6 bilhões e que as demissões exijam gastos de US$ 1,2 bilhão. Os investidores reagiram mal à estratégia, o que fez com as ações da companhia caíssem cerca de 6% no início do pregão em Londres.
Entre as mudanças, o HSBC reduzirá o seu banco de investimentos, diminuirá as operações de vendas e corretagem, fundirá as seções de back e middle office do seu banco de investimentos e comercial. A estimativa é de que a companhia gere um retorno sobre o patrimônio líquido entre 10% e 12% até 2022.
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