Muitas pessoas que acompanharam a apresentação de Todd Bradley, vice-presidente de PPS da HP, durante o GPC 2013, realizado em Las Vegas (EUA), ficaram intrigadas com o cronômetro que rodava rápido na parte inferior de dois telões localizados nas laterais do palco. Ao final do discurso, o executivo revelou que aquilo representava o montante de dinheiro movimentado pela unidade de impressão e computação pessoal da fabricante.
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De acordo com aquele marcador, teriam sido vendidos através de parceiros aproximadamente 1,5 milhão de dólares no intervalo da cerca de uma hora que o VP deu direções das estratégias da companhia a seus canais. ?O relógio simboliza a oportunidade financeira existente no mercado?, explicou mais tarde o executivo.
A HP acredita que pode pegar carona em conceitos emergentes no mercado e ajudar a levá-los a um patamar mais ?profissional?. O mundo viu o avanço da computação em nuvem e da consumerização puxada por empresas diferentes das tradicionais. Com o amadurecimento e estabilização desses modelos, acreditam executivos da provedora, chegou a hora de inserir nos clientes produtos e ofertas mais aderentes e alinhadas a necessidades corporativas.
Ocorre que vivemos um contexto intenso de transformação que alça a tecnologia a papel de protagonista. Mesmo que algumas pessoas tenham anunciado a morte do PC, a computação nunca foi tão pessoal. A escala global da companhia, seu amplo portfólio de produtos e uma base instalada considerável, acredita Bradley, gabarita a HP a obter sucesso nesse momento.
?Tudo representa uma oportunidade, afinal, temos nos dedicado a criar grandes produtos?, adiciona o vice-presidente, falando da criação de dispositivos com base a inputs recebidos de consumidores. Aliás, inovação retornou ao vocabulário da empresa, que bate nessa tecla com insistência.
Usando palavras da própria Meg Whitman, CEO da fabricante, o mercado de tecnologia passar por um período semelhante ao de movimentação de placas tectônicas. Isso, além de novos produtos, conceitos, tipos de consumidores e modelos de negócio, reflete numa necessidade latente de ajuste de operações para manter competitivo. Tanto é assim que um dos concorrentes diretos chegou a repetir os próprios passos da HP e questionar o futuro de sua frente de computação pessoal.
Aliás, essa questão parece que perseguirá a HP por algum tempo. Em uma mesa redonda com Bradley, a primeira pergunta de um jornalista canadense tocou os movimentos da Dell. O executivo reforça a questão (também) da oportunidade de trabalhar com os parceiros para ser mais agressivo e aproveitarem um eventual momento de fraqueza da concorrente.
*O jornalista viajou aos Estados Unidos a convite da HP
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