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Hospedagem no data center mais poderoso do mundo

Parecia mais uma visita a um complexo de segurança do governo norte-americano tamanho o número de seguranças, câmeras e procedimentos necessários. Mas, na verdade, um grupo de 40 jornalistas de várias nacionalidades, da qual a InformationWeek Brasil fazia parte, havia chegado para conhecer o que é classificado como o mais poderoso data center do mundo. Localizado em Las Vegas, o Super|Nap, da provedora Switch, tem entre seu clientes Google, Apple, eBay, Amazon e o governo dos Estados Unidos. Daí a necessidade do contingente de segurança.

O lugar impressiona e não apenas pelo tamanho e infraestrutura disponibilizada, mas, também, pelos números proporcionados pelos mais variados clientes. ?Garantimos 100% de disponibilidade?, afirma Missy Young, vice-presidente de vendas de colocation e engenharia da Switch. Ela avisa que essa garantia está baseada no fato de possuir sete plantas no total e todas com os mesmos rigores de qualidade e esquema de segurança.

Lá renderizaram, por exemplo, a animação Tron. Existe uma capacidade para sete mil racks e, apenas o eBay, no momento da visita, tinha contratados 36 terabytes. Apenas um grupo de máquinas, que rodavam equipamentos de rede Cisco, respondiam por 12 bilhões de transações de um cliente cujo nome não podia ser revelado.

Veja Galeria de Imagens do local

Durante a visita, um dos clientes que conversou com os jornalistas foi a companhia Global Cash Access (GCA), eles possuem uma rede de máquinas ao estilo caixa eletrônico e também diversas soluções para transações financeiras. O principal setor atendido pela GCA é o de jogos, não por acaso, o encontro foi em Las Vegas, cidade norte-americana conhecida pelos seus numerosos casinos e, também, sede da companhia.

Jim King, vice-presidente de TI da empresa, afirma que antes de ir para o Super|Nap possuía um data center próprio e ainda o mantém. Mas pela confiabilidade e garantia de 100% de disponibilidade, além da proximidade de diversos clientes, optou por fechar um contrato com a Switch. Ele não abre os investimentos e comenta que a migração de aplicações e dados ocorreu de forma muito tranquila.

?Ainda mantemos um data center próprio. E viemos para cá pelo poder de processamento. Tivemos os desafios que todos costumam ter nesse tipo de projeto. A fase 1 envolveu toda a instalação de hardware para atender às nossas demandas e integrar com nossa estrutura. A fase 2 foi toda a parte de migração e ainda estamos fazendo isso. Mas tudo está correndo muito bem com a migração?, resume King.

Apenas em 2010, afirma Scott Betts, presidente e CEO da GCA, a empresa processou 90 milhões de transações financeiras e entregou mais de US$ 18 bilhões em dinheiro dentro dos casinos. Fazendo as contas, são US$ 52 milhões por dia, US$ 2,1 milhões por hora, US$ 35 mil por minuto e US$ 598 por segundo. Por que será que eles precisam de tanta disponibilidade e confiança no provedor? O dinheiro liberado pelas máquinas deles equivaleria a dar US$ 56 dólares a cada pessoa nos Estados Unidos.

Eles trabalham com caixas eletrônicos, cartões de crédito, centrais de débito, serviços de inteligência de dados, entre outras soluções. Para isso, dependem muito de tecnologia e, em especial, de telecom, por todas as conexões necessárias durante as trocas de dados.

Com a Switch, a GCA encontrou uma robusta infraestrutura de TI, como compartilha King. De acordo com o executivo, existe um forte trabalho para unificar infraestrutura, tudo pensando na entrega do dinheiro dentro dos casinos da forma mais ágil e segura possível. Eles estão comprometidos com PCI, crescimento futuro e de olho no que a concorrência tem desenvolvido.

Os executivos garantem que, a partir do projeto com o Super|Nap, eles ganharam uma escala sem precedentes e reduziram muito os custos operacionais. Um cálculo apresentado pelo VP revela uma economia de custo de capital na casa dos US$ 800 mil e ele espera, ainda, reduzir custo de licença com banco de dados em até 40%. Dentro da linha TI verde, também houve uma grande melhora na questão de emissão de gás carbônico.

Para o início do ano que vem, existem metas como servidores redundantes, políticas de segurança ainda mais avançadas, além de processos e plataformas, armazenamento de dados centralizado e múltiplos data centers ao estilo do ofertado pela Switch.

E sua empresa, gostaria de estar num data center como esse?

*O jornalista viajou à Las Vegas a convite da Cisco

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