Os preços cobrados pelas operadoras móveis pela interconexão de redes têm de abaixar para favorecer o aumento da competição do setor de telecomunicações. Na abertura da décima edição da Futurecom em São Paulo, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que governo e empresas precisam se unir para criar medidas que favoreçam isto. “Os custos ainda são muito altos e precisam ser equilibrados”, reconheceu.
Uma das propostas do ministro é o que ele chama de “permuta de obrigações”, ou seja, as operadoras móveis que não estiverem dispostas a reduzirem os preços de interconexão assumiriam alguns serviços governamentais, como conectividade em escolas rurais e segurança pública. “Nós estamos conversando”, salientou Costa, referindo-se às operadoras. O número de assinantes de telefonia móvel – hoje em mais de 140 milhões – deve alcançar, segundo o ministro, 270 milhões em 2018.
Já no caso da assinatura básica da telefonia fixa, Costa defendeu a redução da carga tributária. “Os Estados são a maior dificuldade. Nós podemos abrir conversações pensando na carga tributária federal, mas os governadores também têm de participar, pois a carga estadual chega a 33%.”
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Confira a cobertura completa da déciam edição da Futurecom.
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