Os hackers Brandon Glover e Vasile Mereacre se declararam, na última quarta-feira (30/10), culpados por chantagearem o Uber e LinkedIn, além de outras empresas, para conseguir recompensas financeiras.
Segundo informações da Reuters, que cita documentos do Departamento de Justiça americano, os cibercriminosos teriam baixado 57 milhões de registros de usuários do Uber, incluindo dados de clientes e motoristas armazenados nos servidores da AWS. O episódio aconteceu em novembro de 2016.
Em troca das informações roubadas, os hackers pediram por uma recompensa na promessa de excluir os dados. Na ocasião, a Uber atendeu à chantagem e concordou em pagar, por meio de um terceiro, o equivalente a US$ 100 mil em bitcoins, tendo na época exigido um acordo de confidencialidade.
Pouco tempo depois, em dezembro de 2016, os mesmos cibercriminosos chantagearam o site Lynda.com do LinkedIn, prometendo excluir mais de 90 mil registros do site. Entretanto, interromperam a comunicação em janeiro a medida que a companhia buscava identificá-los.
Glover, morador do estado da Flórida (EUA), e Mereacre, de Toronto (Canadá), foram libertados após pagamento de fiança. No entanto, devem comparecer a uma audiência agendada para março de 2020.
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