O malware como Hajime já infectou dezenas de milhares de produtos fáceis de atacar, como gravadores de vídeo, webcams e routers. No entanto, o programa ainda não fez nada malicioso. Na verdade, tem usado sua capacidade de replicação para evitar que outro programa malware, o Mirai, infecte os mesmos dispositivos. E para carregar nesses dispositivos uma mensagem escrita por seu criador.
“Apenas um whitehat para proteger alguns sistemas. Mantenha-se atento!”, diz o texto.
Recentemente, a empresa de tecnologia e serviços de segurança Symantec publicou uma nota sobre o novo malware, atribuindo sua criação aos esforços do movimento hacker ético. A mensagem não revela a identidade do programador autor do Hajime.
O “worm” está combatendo o Mirai, outro malware de propagação rápida que, de certo ponto, escraviza dispositivos de IoT vulneráveis às centenas de milhares. O objetivo do Mirai é criar botnets, redes de computadores infectados que podem ser usadas com objectivos maliciosos.
E continuará a disseminar-se, desde que os dispositivos IoT que ele usa se mantenham fáceis de atacar. Entre os países com o maior números de dispositivos já infectados está o Brasil.
“Os proprietários desses dispositivos infectados por Hajime não devem notar qualquer interrupção de serviço”, diz Waylon Grange, um investigador de segurança na Symantec. “Os protocolos usados pela Hajime foram projectados para não degradar o desempenho da rede”, explica.
O programador misterioso tem corrigido falhas de segurança no worm, identificadas pelos pelos pesquisadores de segurança anteriormente.
“A ideia de pesquisadores de segurança inadvertidamente ajudarem os autores de malware é preocupante”, escreve Grange no seu blogue. O investigador até gosta que o “worm” combata o Mirai. “Mas eu não sei o que o autor do Hajime fará depois”, confessa preocupado.
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