A Embratel já recebeu 6,3 bilhões de reais do seu sócio controlador, o grupo mexicano Telmex, desde que esse assumiu seu controle, em 2004. A Embratel era controlada, antes disso, pela americana MCI, que comprou a empresa nos leilões de privatização do sistema Telebrás, em 1998.
Repleta de dívidas e envolvida em um escândalo contábil em seu país de origem, a MCI, antes conhecida como WorldCom, vendeu a operação brasileira. Na época, o endividamento da companhia local era de 4,1 bilhões de reais e a empresa vivia queda nas receitas e tinha dificuldades de liquidez.
Com forte dependência da receita de longa distância, a Embratel viu as concessionárias de telefonia fixa avançarem no que era a principal fatia do seu faturamento, respondendo por mais de 70% da receita total. As dívidas judiciais tinham potencial estimado de 6 bilhões de reais, de acordo com informações da própria companhia, divulgadas hoje (14/01).
Atualmente, o endividamento caiu para 1,9 bilhão de reais, “a receita voltou a crescer e a empresa implementa um amplo programa de investimentos”, de acordo com o comunicado.
As informações fazem parte do relatório de 42 anos da companhia, que nasceu ainda sob controle estatal. De acordo com a publicação, a Embratel foi pioneira nas comunicações via satélite no País, proveu a base tecnológica para a formação das redes nacionais de televisão, criou também o primeiro sistema de telex, as ligações DDD e DDI, e, em 1990, a internet comercial.
Já sob controle da Telmex, a companhia adquiriu uma participação na NET Serviços de Comunicação, em 2005, além de ter unido suas operações à AT&T Latin America (outra aquisição da Telmex) e de ter assumido a Primesys, do grupo Portugal Telecom.
No final do ano passado, a companhia lançou o primeiro satélite da sua terceira família de equipamentos, a série C. O investimento da Embratel nos dois primeiros equipamentos é da ordem de 1 bilhão de reais.
O governo brasileiro, 10 anos depois da privatização, tem defendido a união entre Oi/Telemar e Brasil Telecom justamente para criar uma empresa nacional que faça frente aos grandes grupos multinacionais do setor, como Telmex e Telefónica.
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O grupo controlador da Telmex, o mexicano Carso, é o mesmo que controla a América Móvil, dona da Claro. O grupo pertence à família de Carlos Slim, considerado pela Fortune em 2007 como o homem mais rico do mundo.
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