Growth Hacking é uma estratégia que nasceu no Vale do Silício, nos Estados Unidos, no início dessa década, por meio das startups, que precisavam ser ágeis para atrair clientes e possuíam pouco orçamento. Ou seja, fazer mais com menos de forma rápida e estratégica. O mercado corporativo já está de olho nessa prática, derrubando conceitos do Marketing Tradicional e incrementando o Inbound Marketing.
O Inbound Marketing quebrou barreiras do Marketing Tradicional, no qual o foco era criar uma estratégia baseada no funil de vendas e possui as seguintes etapas: Atrair, Converter, Vender e Fidelizar. Ele primeiro se preocupa em “iscar” a pessoa, nutri-la, vender e depois em fidelizar o cliente. O Growth Hacking utiliza de algumas brechas e ciência de dados para encontrar a melhor jornada do comprador e agir de forma mais rápida e possui cinco etapas:
Reúne práticas para atrair e conquistar o cliente
Quando o foco é entregar uma experiência única e boa pela primeira vez ao cliente
É o momento no qual o cliente está satisfeito e continua a utilizar o seu produto ou serviço porque realmente a experiência que ele vive é satisfatória.
Aqui, os clientes geram faturamento desde o início, não existe versão grátis, porque ele foi tão bem impactado nas fases de aquisição e ativação que ele não se importa de ter uma versão grátis para usar o produto.
Quando seus clientes, por estarem satisfeitos, começam a chamar novos clientes para fazerem parte do uso do seu serviço ou produto, isso é o que chamamos de reação em cadeia.
Ao contrário do funil de vendas, que conta com um processo por etapas e às vezes pode tornar a venda demorada, no Growth Hacking alguns processos andam juntos. Por exemplo, se o cliente já está usando o seu produto ou serviço (retenção) ele continua pagando (receita), e às vezes, por estar satisfeito passa a indicar para outras pessoas. E ainda a casos de clientes que não entraram no processo de ativação, mas ficou tão encantando na fase de aquisição que já passam a indicar para seus amigos e conhecidos. Entende que aqui os processos podem andar lado a lado e serem mais ágeis?
O Growth Hacking tem uma preocupação com foco no cliente, e muito mais do que somente vender e gerar leads, ele procura brechas (por isso o termo Hacking, de Hacker mesmo, que procura brechas em sistemas para encontrar soluções) no processo para poder atender o cliente da melhor forma e assim ter a melhor experiência possível.
“O growth hacker é o profissional que tem como foco o crescimento baseado em métricas. O posicionamento é importante? Apenas se comprovado que pode ser utilizado em um plano de crescimento sustentável”, define Sean Ellis, fundador e CEO do GrowthHackers.com, maior portal de conteúdo sobre Growth Hacking do mundo.
Para Ellis, Growth Hacker é uma ciência que vem derrubando mais e mais tendências e deduções do que é possível ou não encantar o cliente. Sua atuação é baseada em dados e consegue de fato entender o cliente e descobrir a melhor forma de atendê-lo. Por isso que as etapas dele são tão focadas em experiência e em indicação, porque se você gosta de um produto, e é impactado de forma diferente por ele, fatalmente será fiel a ele e continuará consumindo (gerando receita pra empresa) e ainda indicará mais para os conhecidos.
Em um artigo que Ellis publicou, ele diz: “Um hacker de crescimento efetivo também precisa ser disciplinado para seguir um processo de hacking de crescimento que priorize ideias (suas próprias e outras na empresa), testando as ideias e sendo suficientemente analítico para saber quais drivers de crescimento testados devem ser mantidos e quais cortar. Quanto mais rápido esse processo pode ser repetido, mais provável encontrarão maneiras escaláveis e repetitivas de crescer o negócio”.
Um profissional para ser identificado como Growth Hacker ele deve possuir as seguintes habilidades:
E você já está preparado para essa nova tendência de mercado que no meu ver tem tudo para ser uma tendência assertiva, pois é baseada em metodologias ágeis, busca encontrar a melhor experiência e satisfação do cliente e traz para o corpo diretivo rentabilidade. E aí quais são as suas apostas? 2018 será o ano do Growth Hacker?
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