Será que vale o esforço?
Então vamos lá. Mas não adianta entrar com o clássico “www.google.com” (sem o .br no final) que o Google não se deixa enganar e o encaminhará sem delongas diretamente para o sítio brasileiro. Se você quiser testar o Google Instant terá que força-lo a “falar” inglês. Então entre na caixa de endereços de seu navegador com: “http://www.google.com/webhp?hl=en”, assim mesmo, porém sem aspas. E faça-o preferivelmente no Chrome (mas funcionará também no FireFox 3.x e no IE8, sem grandes problemas).
Testou? Gostou? Muito bem. Resta saber se vale a pena tanto esforço.
Para ser franco, não sei. No meu computador de mesa, certamente não acho muita vantagem. Faço, talvez, umas vinte ou trinta buscas diárias e, por mais que matute, não consigo imaginar algo para fazer nos dois ou três minutos que, segundo garante a Google, ganharei diariamente com o Google Instant.
Para mim o “Suggest” já me parece suficiente para satisfazer minhas necessidades de acelerar as pesquisas. Talvez, daqui a alguns meses, caso a Google venha a cumprir a promessa de liberá-lo logo (“release it soon“, sem explicar o que pretende dizer com “soon“) para dispositivos móveis, ele venha de fato a ser útil. Principalmente para quem usa um telefone estúpido, como eu (deveria ser esperto, mas é um Motorola Milestone com Android). E, ainda assim, não pela redução do tempo nas pesquisas, mas pela misericordiosa sugestão de caracteres na própria caixa de entrada de dados. Isto porque, com os miseráveis teclados destes aparelhinhos (qualquer um, não só o Milestone), seja lá o que for que poupe digitação cai muito bem. E se o que você está procurando for “adivinhado” pelo “Suggest” após entrar com os primeiros caracteres, o fato de o Google Instant completá-los na linha de entrada de dados será uma bênção (desde, é claro, que a Google mude a tecla usada para completar a linha ou você encontre um telefone suficientemente esperto para ostentar a tecla “Tab”).
Outro ponto delicado são os atalhos patrocinados e os anúncios pagos. O simples fato de se acelerar a busca já significa que eles serão exibidos por menos tempo. Mas com a imediata mudança dos primeiros resultados a cada caractere digitado, alguns permanecerão na tela por frações de segundo. E quem lê um anúncio em uma fração de segundo?
Mas quem vai decidir se a coisa “pega” ou não serão os usuários. Que terão que se habituar ao novo método de exibição de resultados.
Ou não.
Mas neste caso, basta desabilitar o serviço.
Até a próxima coluna.
B.Piropo
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