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Google Instant: será que vale a pena?

Alguns detalhes sobre o Google Instant

Segundo o Google, o Instant foi criado com base na ideia de que nós lemos dez vezes mais depressa do que digitamos. Seus pesquisadores afirmam que gastamos em média 300 milissegundos para teclar dois caracteres sucessivos e apenas 30 para dar uma espiada no resto da página. E daí concluíram que podemos consultar os resultados antes de acabarmos de digitar. Resultado: combinaram quinze novas tecnologias (são eles que afirmam, não eu; mais sobre isso adiante) para chegar a um produto que oferece buscas mais rápidas, mais “espertas” e oferece resultados mesmo antes que se termine de digitar o termo ou expressão na caixa de entrada (já discutiremos cada um destes pontos).

Por enquanto o serviço só é oferecido aos usuários dos EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha e Rússia (mas calma que eu já ensino uma forma de usá-lo daqui mesmo do patropi) e nas versões mais novas de alguns navegadores: o “da casa” (Chrome versões 5 ou 6), naturalmente, o Firefox 3, o IE 8 e, para os usuários de Mac, o Safari 5. E, ainda assim, só vale para os usuários que disponham de uma conta Google. Mas a empresa assegura que nos próximos meses irá estender o serviço a outros domínios e idiomas.

Na próxima página vamos demonstrar como o bicho funciona, mas se você quiser apreciar uma apresentação em vídeo (em inglês, apenas, infelizmente) feita por Jonathan Effrat, gerente de produto do Google Instant, aqui está ela:

http://www.youtube.com/watch?v=ElubRNRIUg4

Para usufruir plenamente do serviço é importante dispor de uma conexão de alta taxa (“banda larga”), já que não faz muito sentido tentar economizar dois segundos em uma busca executada via conexão discada. E, sabendo disto, a empresa afirma que caso seja detectada uma conexão lenta, o serviço será automaticamente desabilitado. Mas garante que a sobrecarga acarretada pelo uso do serviço é muito pequena se comparada, por exemplo, a imposta pela transmissão de vídeo e jogos em tempo real (não obstante, quem não estiver satisfeito sempre poderá desabilitar o Google Instant, como veremos adiante).

Além disso, o serviço recorre a alvitres bastante interessantes para manter a rapidez, como por exemplo, ao refazer uma página, enviar apenas os dados referentes às partes que foram alteradas sem atualizar os elementos estáticos como molduras e coisas que tais.

Segundo o Blog Oficial do Google, o Google Instant é um produto do tipo que efetua a busca antes que você a digite (“search-before-you-type“) e apresenta os resultados dinamicamente. Ele se apoia no serviço “Suggest”, já oferecido pelo Google há algum tempo, que tenta “adivinhar” a busca e oferece algumas sugestões, que são exibidas na tela à medida que se digita. Como logo veremos, o Google Instant dá um passo adiante. E um largo passo.

Dentre as novas tecnologias adotadas, a Google destaca novos algoritmos de cache, a possibilidade de controlar a taxa com que os resultados são fornecidos adaptando-a às circunstâncias da busca, e a otimização da exibição dos resultados (“renderização” das páginas”). O resultado é um sistema que exibe resultados enquanto se está digitando, altera-os na medida em que são acrescentados caracteres ao termo que está sendo digitado e continua os exibindo na ordem de relevância estabelecida pelo Google.

Funcionar, como logo se verá, funciona. O que resta é saber se vale a pena tanto esforço.

Mas vamos ver como funciona.

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