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Google Glass versão 2 se prepara para entrar no mercado corporativo

Agora sob a supervisão do CEO da Nest, Tony Fadell, o Google Glass está se preparando para sair do acostamento e ganhar nova vida. Um documento enviado pela Google para a Federal Communications Commission (FCC) nos EUA, inclui fotos que mostram com detalhes a nova versão do Google Glass.

As fotos que foram publicadas fazem parte do relatório SAR, do FCC, que trata da “taxa específica de absorção” de rádio-frequências do corpo humano. No relatório fica confirmado que a nova versão do Glass suporta Wi-Fi de 5GHz, como havia antes sido mencionado por sites.

Depois de várias mudanças de rumo – passando pelo mercado de luxo, inclusive – a Google parece ter finalmente decidido levar seu Glass para o trabalho, um local onde a funcionalidade é mais importante que a moda. Essa nova versão “Enterprise Edition”, ou EE como é chamado internamente, foi submetida ao FCC em 12 de Junho de 2015 com o nome código de “GG1”.

O novo Glass, pelas fotos, parece ter ganho um display prism maior (possivelmente para ampliar o campo de visão) e, segundo reportagens do Wall Street Journal e o site 9to5Google, ganhou um processador Intel melhor, mais tempo de bateria e um design à prova de água. Uma das fotos apresentadas mostra a haste da armação que suporta o prisma sem a continuidade da ponte sobre o nariz e a haste oposta, mas não está claro se essa é a nova estrutura geral da armação.

Como o relatório do FCC está preocupado apenas com a questão das rádio-frequências do computador vestível da Google, dificilmente podemos afirmar que as fotos apresentam o produto final do ponto de vista de design. É difícil imaginar uma armação estável sem duas hastes, especialmente num ambiente de fábrica, por exemplo, e uma das fotos, que mostra um equipamento mais parecido com o modelo antigo pode dar pista de que haverá mais de um modelo.

Um dos itens mais interessantes no manual do usuário que o acompanha é a frase “aperte o botão da câmera para tirar uma foto. Mantenha o botão apertado para gravar um vídeo. A luz verde mostra quando a câmera está ligada”. A frase corrobora os riscos escondidos que os detratores do Google Glass temiam: capacidade de capturar disfarçadamente imagens de vídeo. Se é verdade, e se o Glass vai para o ambiente corporativo, os departamentos de recursos humanos vão ter muito trabalho pela frente.

* Com material de Jon Phillips, PC World (US)

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