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Google em 2013: 11 previsões

O Google dará, em em 2013, dois passos para frente e um para trás.  Entre os cortes no portfólio de produtos feito pelo CEO da empresa, Larry Page, e a crescente sinergia entre seus serviços em nuvem, sistemas operacionais e hardware, a companhia está bem posicionada para consolidar seu poder e continuar crescendo.

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O gigante de pesquisas sobreviveu às alegações de infração de patente e direitos autorais perpetradas pela Oracle, que ameaçava acabar com o Android. Seus parceiros de hardware não estão se saindo tão bem, com a Samsung na defensiva e com outros fabricantes de hardware Android tendo que pagar por proteção de patente à  Microsoft e Apple.

O passo atrás do Google será resultado de um impulso dos reguladores e litigantes corporativos ao redor do mundo para domar a capacidade da empresa de se inserir em mercados estabelecidos e para extrair ferramentas que se atrevem a subsidiar o que antes era caro com receita de anúncios. Apenas algumas empresas que competem de forma efetiva com o Google, como a Baidu, na China,  tendem a se beneficiar de uma vantagem regulamentar ou, como a Microsoft e seu suite Office, por força do hábito.

O maior desafio do Google em 2013 não virá dos competidores, mas das dificuldades de monetizar anúncios móveis. O Adblock Plus (recurso que bloqueia anúncios) está agora disponível para os dispositivos Android. Sua vez de jogar, Google.

Em 2013 o Google estará a caminho de se tornar uma Apple, ou o irmão mais novo com suporte de anúncios da empresa.  Irá digerir a Motorola, tirar a proteína e desenvolver habilidades para se tornar um fabricante de hardware competente. As lições da falha do Nexus Q foram aprendidas, mas a companhia ainda terá que reconciliar a tecnologia que os engenheiros amam com o que os consumidores realmente querem.

1. Atraso do Google Glass após os desenvolvedores questionarem-se sobre suas razões de existir

Quando o Google lançar sua rodada inicial de protótipo do Google Glass (Óculos do Google) para desenvolvedores no ano que vem, eles ficarão animados e o Google +  ficará cheio de imagens dos primeiros usuários. Mas os óculos de realidade aumentada do Google não ganharão tração além dos desenvolvedores e dos que têm dinheiro para gastar em gadgets de ponta. Serão úteis principalmente como interface de telefone audiovisual usada com as mãos livres, como aparelhos Bluetooth. A maioria dos consumidores não verá utilidade no Google Glass e aqueles que virem poderão chegar à realidade virtual por meio de aplicativos móveis de telefones, que não custarão US$ 1,5 mil, como o produto.

O gigante de pesquisas irá adiar o lançamento para 2014 após se dar conta que a infraestrutura de hardware necessária para tornar o gadget útil simplesmente não está pronta. Nesse ínterim, vão se dar conta de que o Google tem que dar enfoque a projeto que tenham potencial para dar qualidade de vida às pessoas, como os carros autodirigíveis e o Google Fiber.

2. Força em produção de conteúdo

A empresa gostou bastante em produção de conteúdo. Recentemente, abriu um estúdio chamado YouTube Space em um hangar de aviões em Playa Vista, Califórnia, Estados Unidos. Assim como a mudança de um padrão de ecossistema flexível controlado do Android passou  para algo mais coordenado e organizado, as iniciativas da empresa de apoio aos produtores de conteúdo se tornaram mais formalizadas e dirigidas. O gigante de pesquisas também comprovou que pode lançar jogos móveis atraentes, como o Ingress. Espere mais desse tipo. O Google é a próxima Pixar e 2013 será o ano que o conteúdo começará a ser levado a sério.

3. Luta contra tributos

As autoridades na França, Alemanha e Itália buscam por uma maneira de expandir seus ganhos com tributos enquanto protegem os negócios locais, e o Google terá que lutar contra regulamentações que interferem em seus objetivos. Em pelo menos um desses países, o gigante de pesquisas terá que brigar para parar com a indexação de conteúdo local. E provavelmente passará 2014 apelando contra essas regras para autoridades na União Europeia enquanto busca assistência diplomática nos Estados Unidos.

4. Google expande sua liderança na tecnologia de voz

A Siri, da Apple, pode fazer ótimos truques, mas ainda não é inteligente o bastante para decifrar perguntas ambíguas ou parcamente feitas. Ainda não tem dados suficiente de apoio, algo que o Google tem, e muito. O Google Voice Search é pelo menos tão competente quanto a Siri, e em alguns casos, melhor. Outros concordam com esse ponto de vista. Apesar de a Apple sem dúvida continuar a melhorar a Siri, a vantagem de dados do Google e sua decisão de não limitar a disponibilidade de seu serviço de pesquisa de voz para os hardwares recentes significa que sua evolução será mais rápida.

5. As piadas com o Google+ irão acabar

O Google + foi lançado no passado numa névoa de desespero. Os outros projetos sociais do Google, como o Buzz, falharam  e há um senso que o futuro da computação será murado, longe da habilidade do Google de monetizar qualquer coisa. Não facilita nada o fato de ser fácil de zombar do Google +. O Facebook tinha 750 milhões de usuários ativos na época e a rede social do Google estar começando do zero. Hoje, o Google diz que o G+ tem 400 milhões de usuários registrados. Certo, muitos são membros compulsórios, mas a empresa insiste que possui cem milhões de usuários ativos por mês. Mesmo que apenas alguns desses sejam verdadeiros entusiastas da rede social, o gigante social integrou o Google Places/ Local tornando sua rede social útil para as empresas. Isso, em troca, dá um incentivo para as empresas direcionarem seus clientes para as páginas do G+. Curta ou não, o Google + chegou para ficar e é provável que cresça conforme a empresa o integre em serviços mais populares.

6. Android em primeiro lugar

Não muito tempo depois de a Apple iniciar a corrida de outro de aplicativos móveis ao abrir o iOS para os desenvolvedores, no começo de 2008, os criadores de aplicativos começaram a tornar o desenvolvimento do iOS prioridade sobre as outras plataformas. Nos últimos anos, pesquisas indicaram que os desenvolvedores móveis se focaram mais no iOS do que no Android, porque os aplicativos da plataforma da Apple são mais fáceis de monetizar. Entretanto, foram levantadas dúvidas sobre algumas dessas pesquisas. E em 2013, ficará claro que os desenvolvedores começarão a ter o Android como primeiro alvo.

7. Chromebooks subirão de mercado

O Google, a Samsung e a Acer já baixaram os preços do Chromebook. A estratégia deu certo: o Samsung Chromebook está esgotado. Em 2-13, o Google e a Samsung irão subir de mercado com um modelo de prestígio, um laptop Chrome OS de US$799, que competirá com o MacBook Air.

8. Preparação para entrada no varejo em 2014

O Google já tem outlets de varejo experimentais em sua sede em Mountain View, Califórnia, Estados Unidos. Em 2011, a empresa abriu uma loja Chromebook dentro do fornecedor de computadores PC Word e, neste ano, a companhia terá centenas de quiosques “Chromezone” nos outlets da Best Buy. Em 2013, levará a sério a presença de uma loja de varejo permanente, mas esperará até o próximo ano, quando tiver mais produtos, para abrir suas próprias. Entretanto, há outro possível cenário: a empresa adquiriu recentemente o BufferBox, uma empresa iniciante que opera com quiosques de entregas por encomenda. Talvez a loja de varejo do Google seja apenas um armazém para o fim de transação e-commerce.

9. A plataforma em nuvem do Google ganha espaço

Google está testando platform-as-a-service (plataforma como serviço) por vários anos com o App Engine. Levou a sério o posicionamento do recurso para empresas no ano passado e nesse ano a empresa entrou no mercado de infrastructure-as-a-service (infraestrutura como serviço) com o Google Compute Engine. A Amazon Web Services continuará como líder no espaço de utilidade de computação em 2013, mas agora o Google competirá de forma mais energética. Ambas as empresas baixaram os preços e o próximo ano trará novas opções para empresas tanto da Amazon quanto do Google.

10.  Google compra o Pinterest

Imagine um Facebook para produtos. É chamado de Pinterest,  o iniciante surpreendentemente popular de compartilhamento de conteúdo. Seria ainda mais atraente se apoiado pelo infraestrutura de e-commerce e social do Google. Outra maneira seria comprar o Etsy, um mercado online para produtos artesanais. Pense no eBay, mas com alma. De qualquer maneira, o gigante de pesquisas deve estar pronto para fazer uma grande aquisição e-commerce em 2013 – a empresa fez somente a metade de aquisições em 2012 do que fez em 2011.

11.  Google se gradua como Provedor de Serviços de Internet

O O3b, o empreendimento em satélite apoiado em parte pelo Google, lançará inúmeros satélites em 2013 para fornecer backhaul de conectividade para operadoras móveis na África, Ásia, América Latina e Oriente Médio. O gigante de pesquisas provavelmente negociará para garantir que seus serviços sejam disponibilizados por meio de empresas móveis regionais. Em conjunto com seu empreendimento Google Fiber, a empresa está se tornando uma importante jogadora na provisão de infraestrutura de internet, além de seu papel de longa data como provedor de anúncios e conteúdos online, software e hardware. Em 2013, o Google expandirá suas ofertas de conectividade da internet e se tornará um grande provedor.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

 

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