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Google Earth traz histórias interativas sobre a Amazônia

O Google disponibilizou nesta terça-feira (11/07) o primeiro conteúdo brasileiro para o novo Google Earth, versão liberada há cerca de três meses pela gigante das buscas.

O conteúdo faz parte do projeto “Eu Sou Amazônia”, que traz uma série de 11 histórias interativas que abordam diferentes aspectos da região amazônica, local que abriga 27 milhões de pessoas e reúne uma vasta diversidade cultural. Os conteúdos estão disponíveis no Google Earth via Google Chrome ou aplicativo para Android, em três idiomas – Português, Espanhol e Inglês. Segundo a empresa, em breve haverá a versão para iOS.

As histórias, produzidas em parceria com o cineasta brasileiro Fernando Meirelles, foram conduzidas por moradores da regão e buscam mostrar ao público geral a importância da Amazônia para nosso dia a dia, seja na “produção” de chuvas que irrigam boa parte do continente ou para dar origem a muitos dos alimentos que consumimos, por exemplo.

O foco é aliar o conhecimento dos indígenas com as tecnologias Google para entregar uma experiência imersiva sobre a Amazônia, contemplando todos os desafios e as ameaças a esse ecossistema e, por consequência, de todo o planeta. A jornada é contada por meio de vídeo, mapas, áudio e realidade virtual em 360°.

Dez anos de conhecimento
Rebecca Morre, diretora do Google Earth, conta que as histórias são resultado de um projeto que começou há dez anos. “Em 2007, o Cacique Almir, da tribo Paiter Suruí, descobriu o Google Earth e viu seu potencial para proteger o legado e as tradições de seu povo. Almir propôs uma parceria ao Google, que resultou na criação do Mapa Cultural dos Suruí, o primeiro projeto liderado por um povo indígena para combater o desmatamento e mapear o estoque de carbono de suas terras. Os Suruí também foram os primeiros a receber fundos de preservação de suas terras”, explica.

A executiva apresentou as novidades durante evento para imprensa e convidados, em que convidou Almir para falar com o público. Ele contou que, ao olhar a ferramenta há 10 anos, a Amazônia não tinha conteúdo e parecia que não existia vida na região. O grande objetivo de incluir a Amazônia no mundo digital, segundo Almir, é ajudar a mostrar a riqueza do local e ampliar defesas contra desmatamentos.

“Nada se faz sozinho. Todos somos parte dessa luta. Nossa luta é para conscientizar o mundo sobre o futuro. Não vivemos sem a floresta e ela não vive sem nós.”

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