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Google+ e Facebook brigam, mas com modelos de mídia social diferentes

O cofundador do Google, Sergey Brin e Vic Gundotra, vice-presidente sênior do Google+, relataram na última semana o progresso do serviço e prometeram resolver alguns pontos, como a integração com o Google Apps.

Enquanto isso, o CTO do Facebook, Bret Taylor, disse que o empenho do Google em integrar seus recursos sociais por meio de sua linha de produto é uma imitação do que o Facebook já faz, baseados na filosofia de que ?todo serviço é melhor quando é social?.

Os arquitetos do Google+ e Taylor ocuparam o palco de entrevistas com John Battelle com a diferença de alguns minutos.

O Google+ tem agora mais de 40 milhões de usuários. A velocidade com que o serviço cresceu deixou Guntora surpreso no que concerne às expectativas do usuário para a integração do Google Apps e perfis de marcas no serviço.

Atualmente, é possível se inscrever no Google+ usando o login pessoal do Gmail, mas não a identidade do Google Apps, linkada ao domínio da empresa ou outra organização. Como resultado, o Google esnobou alguns de seus usuários mais fieis, alguns dos quais são clientes pagantes.

?Me desculpo pessoalmente por isso?, afirmou Gundotra, em resposta a um usuário do Google Apps da plateia. Não foi dada a prioridade necessária à integração com a ferramenta logo no início, mas a solução é ?iminente, dentro de dias?, ele afirmou. A entrega de páginas de marcas também é ?iminente, mas não dentro de dias?, ele disse em resposta a outro questionamento do público. Ele também disse que o Google+ permitirá o uso de pseudônimos e um conjunto mais completo de APIs, mas que estão aprimorando esses recursos.

Brin se envolveu no desenvolvimento do Google+, apesar de confessar ?não ser uma pessoa muito social? e nunca ter utilizado outras redes sociais, além de experimentação profissional. Ele disse que inicialmente argumentou contra o projeto do recurso Google Circles porque ?achava muito complicado. Agora eu adoro, tenho dúzias de círculos?.

Battelle perguntou sobre uma observação que o ex-presidente do Facebook, Sean Parker fez em outra entrevista para o Web 2.0, de que o Google+ teria problemas em atingir o efeito de rede alcançado pelo Facebook.

?A questão levantada por Sean está correta: o Facebook tem uma grande vantagem. Se você compete no mesmo jogo, é difícil ganhar. Nós vamos jogar outro jogo?, afirmou Gundotra. Sua estratégia é tornar o Google+ uma camada social em cima de tudo que o Google oferece. O que mostramos até agora foi apenas a parte ?plus?, mas nos meses que virão, o resto do Google irá interagir com o produto. O Google também tem uma oportunidade melhor do que qualquer outra empresa de atrair usuários para uma nova rede social por muitas pessoas já utilizarem seus serviços.

Gundotra afirmou que uma coisa que o Google não irá imitar é o novo Facebook Open Graph, o compartilhamento sem atrito, onde alguns aplicativos de músicas e notícias compartilham links automaticamente, após serem acessados por meio deles.

?Acreditamos que há uma razão para que nem tudo que passe pela sua cabeça, saia pela sua boca. Eu não quero que o mundo todo saiba que eu gosto de determinada música da Britney Spears. Quero que o mundo saiba que gosto do U2?, afirmou Gundotra. O Google continuará com o modelo ponderado de compartilhamento.

Em contrapartida, Taylor teve mais parcimônia em relação ao Google+ – exceto quando disse que acredita que o Facebook está muito à frente do que o Google faz hoje. ?Quando ouvi Vic e Sergey falando sobre integração entre várias propriedades do Google, me pareceu realmente uma boa estratégia?.

O que o Facebook oferece hoje é mais completo, uma forma mais natural de compartilhamento de informações, como o que seus amigos estão ouvindo. ?Não é apenas um botão de compartilhamento. Acreditamos que mais e mais serviços terão um contexto mais social?.

Além disso, como o Facebook é comumente acusado de violação de privacidade do usuário, Taylor disse que pensa com muito cuidado sobre permitir que usuários exportem dados que possam incluir outras informações privadas de outro usuário, tal como endereço de e-mail. Os usuários são cientes da privacidade ?a maioria das pessoas mudaram suas configurações de privacidade. As pessoas que usam muito a nossa rede social têm consciência das configurações de privacidade. Nossa filosofia não é enterrá-las, mas mostrá-las sempre que possível?.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini

 

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