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Google desconstrói dez mitos sobre Glass

Esta semana, o mundo da tecnologia foi movimentado por diversas notícias e anúncios relacionados com tecnologias vestíveis, ou wearables. Por exemplo, tivemos o lançamento do sistema operacional Android Wear, pelo Google, e o anúncio de novos dispositivos, como o smartwatch da Motorola, (Moto 360) e o projeto da Samsung de lançar um relógio inteligente com rede móvel.

Apesar do buzz em cima desses dispositivos, uma coisa é certa: as empresas de tecnologia estão entrando cada vez mais nessa corrida. Como tudo ainda é muito recente, fica no ar quando esses dispositivos vão realmente “pegar”. Os desafios são muitos, como duração da bateria, popularização dos preços, segurança das informações, questões de privacidade, dentre outros.

Mas uma coisa é certa, a disseminação dos wearables virá de médio a longo prazo. E, à medida que barreiras e preconceitos forem quebrados por consumidores, a adoção ganhará novas proporções e impactará, inclusive, no mundo corporativo. E para impulsionar essa quebra de paradigmas, o Google divulgou uma lista com intuito de desconstruir dez mitos sobre o Google Glass, seu óculos inteligente topo de linha. Confira abaixo:

Mito 1 – A distração do mundo real: Aqui, o Google defende que enquanto PCs, celulares e tablets fazem você olhar para as telas e esquecer do mundo que gira em volta, o Glass é ativado apenas quando você o aciona, deixando as pessoas livres para interagir com outras coisas e pessoas.

Mito 2 – Os óculos não estão sempre ligados e gravando tudo: a tela do Glass é desativada por padrão, como nossos celulares. A gravação de vídeo no óculos inteligente é definida para durar 10 segundos. Além disso, a bateria do dispositivo não vai durar mais que 45 minutos se a câmera estiver filmando. A empresa faz uma comparação com os celulares que, mesmo por perto, não estão com as câmeras filmando o tempo inteiro.

Mito 3 – Não é uma tecnologia só para geeks: o Google defende que seus óculos podem ser úteis para diversas pessoas e usos, inclusive profissionais. Nesse sentido, o Glass poderia contribuir com uma interação maior entre pessoas e o entorno, e não distraí-las.

Mito 4 – O Glass já está pronto para a estreia: apesar de estar sendo testado por desenvolvedores e pessoas da comunidade de tecnologia, o Glass ainda é um protótipo, cujo aperfeiçoamento está em andamento.

Mito 5 – Reconhecimento facial: não, o óculos do Google não tem esse recurso. E mesmo que algum aplicativo seja criado para isso, não quer dizer que ele será aprovado e disponibilizado na loja MyGlass. A aprovação dos apps é baseada em políticas de segurança que visam proteger os usuários.

Mito 6 – O óculos cobre seus olhos: a tela do Glass não cobre seus olhos, pois ela situa-se acima do olho direito, e não à frente ou sobre ele. Segundo a empresa, isso foi pensado para que o usuário olhasse para cima durante a interação, engajando-se com o mundo – diferentemente de olhar para baixo, quando se usa o telefone.

Mito 7 – É um dispositivo de segurança: se a intenção fosse projetar um dispositivo tipo “espião secreto”, teria pensado em algo diferente, já que a câmera deveria estar mais escondida e não precisaria de comandos para funcionar.

Mito 8 – Somente alguns poderão pagar: a empresa afirma que o valor do protótipo atual (U$1.500) pode estar fora do alcance de muitos. Contudo, isso não quer dizer que apenas os ricos terão acesso, já que algumas pessoas poderão até levantaram fundos em sites como Kickstarter para conseguir comprar um, ou ganhar de presente.

Mito 9 – O Glass é proibido em todo lugar: junto com a popularização dos celulares, vieram as regras de etiqueta e proibição em certos lugares, além de restrições para atender ligações ou tirar fotos. O mesmo vale para o Glass, que pode ter sua tela padrão desligada, assim como os celulares.

Mito 10 – Será o fim da privacidade: o mesmo foi dito sobre a chegada das câmeras, no século 19, e hoje existem mais câmeras do que nunca, é só olhar para os celulares. E a tendência é que isso aumente, com ou sem Google Glass.

 

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