De repente, o Google tem um negócio de hardware real em suas mãos. Através da Google Play Store, que vende smartphones, tablets, um dispositivo de mídia e até mesmo acessórios.
A companhia começou a vender seu primeiro hardware em janeiro de 2010. Quando anunciou o Nexus One, um “puro” dispositivo Android com a intenção de servir como teste para os desenvolvedores e como um smartphone para entusiastas.
As coisas não acabaram bem para o Nexus One. Embora fosse um ótimo celular e os consumidores não se importassem de desembolsar o preço total de US$ 500 de varejo e combiná-lo com um plano de dados da T-Mobile. Depois que o Google ficou sem estoque, ele deixou de vender smartphones.
Avançamos dois anos, e a gigante de buscas ressuscitou seus sonhos de smartphones com o Galaxy Nexus. Com a loja Google Play – concorrente do iTunes – firmemente no lugar, a companhia teve uma montra visível de que poderia vender hardware. (Todos nós podemos simplesmente ignorar o fato de que o Google Play é realmente para conteúdo, como música, filmes e aplicativos.) No início deste ano, começou a vender smartphones diretamente aos consumidores mais uma vez.
Uma vez que as vendas de hardware estavam de volta, relatórios começaram a surgir na internet apontando que a Google Play cresceria significativamente até o final do ano. O Google não venderia apenas smartphones, mas tablets também.
Logo no primeiro dia da conferência de desenvolvedores da empresa, os rumores foram confirmados.
O Google anunciou o tablet Nexus 7, um dispositivo de consumo de mídia que concorrerá com o Kindle Fire, da Amazon. O aparelho só pode ser comprado no Google Play. A empresa aceita pedidos antecipados e vai começar a enviá-lo em julho.
A gigante de buscas também anunciou o Nexus Q, uma estação de mídia que linka smartphones a televisões e centros de entretenimento – lógico que tudo baseado em Android.
Além do Galaxy Nexus, Nexus 7 e Nexus Q, o Google está vendendo vários acessórios para estes produtos. Em apenas poucos meses, a empresa passou de zero hadwares para venda para um a loja completa que ofereces aparelho para os clientes.
O que precisamos saber é se o Google pode ou vai manter as suas ambições de hardware vivas neste momento. A empresa evitou o difícil modelo de vendas diretas ao consumidor há dois anos com o Nexus One. Agora que a companhia tem mais dispositivos, será os consumidores irão lhes dar uma segunda chance? É certamente possível. Por um lado, o Android é muito mais visível agora do que era há dois anos.
Dada a posição do Android no mercado e o forte crescimento do “Nexus”, o Google tem uma chance real de conseguir se manter no negócio de hardware.
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