Ele já é um adolescente. Criado em 1997 (ironicamente) na sala 360 do Edifício William Gates, na Universidade de Stanford, por Larry Page e Sergey Brin, o Google – mais famoso sistema de buscas do mundo – comemora nesta terça-feira (27/09) 13 anos. E 13 anos muito bem “vividos”.
A ideia, inicialmente, era facilitar a busca por informações publicadas na web. Um sistema de algoritmos foi desenvolvido para permitir que termos fossem encontrados em textos. Daí que vem o nome do, hoje, gigante: googol é um termo matemático que representa o número “1” seguido de cem zeros. Com isso, ficou imortalizada a ideia dos estudantes em varrer todo tipo de informação, armazenado em códigos binários, que estivesse na web. Hoje, parece que a marca, que oferta de tudo um pouco, vai dominar o mundo: Gmail, Google+, Adwords, Places, Maps, Android, Chrome, Earth, Picasa, Youtube, Street View, Docs, Apps… e, como se não bastasse, a Motorola Mobility. Os caras são tão legais que, em 2002, o klingon – língua falada por uma raça homônima e sempre vilã da série de filmes Star Trek – ganhou uma versão no buscador. Sensacional.
Recentemente, o blogueiro do IT Web Rafael Rez Oliveira – especialista em SEO e fundador da Web Estratégica – veio até a IT Mídia, empresa responsável pelo IT Web (este mesmo, que você está lendo) para auxiliar a redação no melhor uso das ferramentas de busca. Ele nos passou uma série de informações sobre o funcionamento e histórico do Google, alguns dos quais eu gostaria de compartilhar com vocês (um deles, inclusive, é a ironia do primeiro parágrafo).
Quem não está no Google, não está em lugar nenhum. No Brasil, em especial, a ferramenta é tão importante porque, segundo dados da Serasa Hitwise, cerca de 95% de todas as buscas feitas na web são por meio do buscador de Page e Brin. E o mais louco é que estima-se que apenas 25% do conteúdo espalhado pelo éter da internet seja alcançado pela ferramenta. Coisa louca.
Rafael contou ainda uma coisa que nos intrigou muito: todo ano, o Google implementa mais de 500 melhorias em seu sistema de busca por algoritmos. Por isso que não dá para fazer engenharia reversa com ele: quando você chega ao estágio pretendido, ele já estará com uma defasagem de uns dois anos. O negócio é tão, mas tão avançado, que mesmo que aconteça um caos no mundo, ele consegue se atualizar sozinho, sem ajuda de ninguém, por meio de um sistema de retroalimentação.
Eu juro que não imagino minha vida sem o Google. E acho que a visão é compartilhada, pelo menos, por 95% dos brasileiros que fazem buscas na web. Ele encurtou distâncias, facilitou nossa vida e obrigou dinossauros da tecnologia a inovarem. Até agora, o saldo é positivo.
Por mais que dê medo todas nossas informações estarem na mão de uma só empresa – e de suas pessoas, em especifico – não dá para medir forças. Se não podemos vencer o Google, vamos nos unir a ele. Afinal, fazer uma queda de braço contra um ser onipresente e onisciente é muita audácia.
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