O mercado varejista tem se destacado na busca de tecnologia para melhorar processos, estruturar seus estoques para os diversos momentos e sazonalidades do ano, e, principalmente, para criar o relacionamento correto com o cliente. Neste segmento, as companhias dedicadas apenas ao e-commerce têm se mostrado fortes nos investimentos em TI para deixar a ?casa em ordem?, para criara a fidelização do usuário.
A loja virtual de produtos eletroeletrônicos Girafa, que teve seu início em 2008 e já espera fechar este ano com receita de R$ 60 milhões, assim como toda pequena empresa que se vê frente ao desafio de crescer de maneira estruturada, com o mesmo nível de serviços que as colocou na rota ascendente, buscou no mercado uma solução de ERP para colocar a operação em linha com as expectativas de crescimento.
Helio Diniz, diretor de operações do Girafa,explica o cenário interno: ?Tínhamos um sistema bem simples para faturamento e gerenciamento dos pedidos. Mas nos vimos a um crescimento bastante repentino, com uma escalada no número de notas fiscais. Junto a isso, chegou a nota fiscal eletrônica e uma série de novas legislações. Neste ponto vimos que era necessário investir em um software para gestão da operação e, sobretudo, para fazer a governança do nosso sistema.?
O Girafa optou pela solução SAP Business One em sua modalidade on-premise, pois, como descreveu o executivo, a solução custou ?um quinto? do que foi apresentado por outros fornecedores, como a Totvs. ?Fora isso, crescer em ritmo acelerado nos coloca num momento de vislumbrar mais robustez para a companhia, e contar com a ferramenta da SAP nos deixou aptos a poder escalar em faturamento e burocracias tributárias de forma ordenada, visível a todos os envolvidos nas operações?, afirma.
A implementação da solução, que trouxe as melhores práticas globais de gestão, foi realizada em dois meses pela Quintec, empresa do Grupo Sonda IT. ?Os profissionais da Quintec que trabalharam conosco para a disponibilização da solução foram muito claros sobre colocar a ferramenta o mais rapidamente no centro da operação do Girafa; Da parametrização ao treinamento, foi tudo muito organizado?, avalia Diniz.
O diretor conta que, pela existência de um sistema muito simples e quase manual, a migração do banco de dados para dentro dos padrões do ERP foi bastante ?complicado?, mas que a companhia contava com uma ?pré-disposição a fazer as coisas da forma como deveriam ser?, o que significa não ?martelar? a cabeça da Quintec para que a solução se ajustasse ao que o Girafa acreditava ser o correto, mas sim deixar a plataforma mostrar como a operação deveria ser tocada. ?De 4 funcionários no começo do site, saltamos para 30 hoje. Não temos muita complexidade, mas um faturamento alto mensal (R$ 5 milhões), então não ficamos inventando regras, mas sim nos ajustamos aos novos processos?, acrescenta.
Após a fase de implementação, um dos organismos da empresa que mais sentiu a evolução no processo foi o departamento de logística, pois o sistema facilitou o controle online de estoques, reunindo em uma única interface as informações de suas mercadorias alocadas nos depósitos localizados nas cidades de São Paulo e de Recife.
Aliás, a capital do estado de Pernambuco foi um dos grandes direcionadores do investimento, pois o Girafa precisou se adaptar à tributação e formas de entrega da cidade, e a plataforma de gestão conseguiu colocar ?as coisas no trilho? para manter as coisas ?a plenos pulmões?. ?Antes da adoção não tínhamos um controle exato das remessas que voltavam para os depósitos por problemas técnicos ou porque não satisfez o cliente por algum motivo pessoal. Hoje conseguimos separar ?o joio do trigo? em relação a esta demanda?, afirma em comunicado Marcelo Volpe, presidente do Girafa.
A empresa também já consegue mensurar resultados em suas rotinas contábeis. A emissão de 400 notas fiscais por dia, que levava seis horas para serem geradas, atualmente, leva apenas uma hora e meia. Com um volume de nove mil produtos vendidos por mês, a meta da empresa é duplicar o número de vendas em 2013.
Próximo passo
Diniz espera ?muito em breve? aderir ao SAP Business One on Demand, e acredita que computação em nuvem será essencial para o futuro da empresa. ?Eu não quero me preocupar com a infraestrutura, quero que as coisas funcionem corretamente, com velocidade e flexibildiade, então cloud computing é o mais indicado para nós?, explica. ?Não fizemos esse movimento neste primeiro momento, pois já temos um sistema interno que nos permite escalar até certo ponto de forma satisfatória, mas, se tudo correr da forma esperada, em 2013 já estaremos na nuvem.?
O aumento do fluxo de dados e a necessidade de trabalhar essas informações para entender melhor aos clientes também estão no radar do executivo. ?Ainda conseguimos lidar com o que temos hoje dentro de casa, mas estamos em processo de avaliação para adotar novas soluções que nos auxilie ainda mais na tomada de decisões?, finaliza o diretor de operações.
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