USB 3.0 mostrando sua força
Os dois testes mostrados abaixo falam por si. Inicialmente o HD externo foi instalado em uma das portas USB 2.0 da placa mãe. Usando o software HD Tune a taxa de transferência foi constante na ordem de 30 MB/seg. Mesmo para uma conexão USB 2.0 um valor respeitável! Não há queda perceptível de desempenho nas trilhas final do disco, pois quem limita o desempenho é a interface USB e acaba “equalizando” a taxa de transferência ao longo de todo o disco.
Por outro lado usando a porta USB 3.0 desta placa Gigabyte tudo mudou de figura. A taxa de transferência média foi quase três vezes mais rápida (101 MB/seg) com pico máximo de 113 MB/seg. Na tela abaixo pode ser vista a normal queda de desempenho nas trilhas finais do disco (devido à diferença de densidade de gravação entre as extremidades). Casualmente o disco USB externo apresentou melhor desempenho que o disco interno SATA usado neste teste. Apesar de serem ambos de 7200 rpm, a diferença de idade entre eles fez com que o modelo “interno” (ligado diretamente na placa mãe) apresentasse 90 MB/seg de taxa de transferência. Cuidado, em momento algum estou afirmando que HDs ligados à USB 3.0 são mais rápidos que ligados na placa mãe, apenas o HD externo teve melhor resultado por mérito da USB 3.0 e principalmente pela qualidade do disco.
Outro teste que me surpreendeu foi o manjado DVD Shrink. Uso há muito tempo o MESMO DVD para poder comparar precisamente a competência do sistema placa mais processador para a tarefa de decodificar o vídeo. Foram necessários 11 minutos e meio para a tarefa na qual meu velho PC (Core 2 Duo E8400 3.0 Ghz) leva 20 minutos (quase o dobro). Para mim o resultado foi surpreendente uma vez que o processador usado neste teste foi o Core i3 530 (2.93 Ghz), um processador mais moderno, mas não era um Core i5 ou Core i7. Gigabyte P55A mais Core i3 “mandaram muito bem” neste teste em particular!!
Já que o assunto é vídeo, DVD, etc. a execução de conteúdo em resolução FullHD foi uma “moleza”. Ajudada pela placa Nvidia GT 220 a Gigabyte P55A mais Core i3 não precisou mais que meros 1% a 2% de CPU para a tarefa. Está certo que a GT 220, mesmo não sendo uma placa de vídeo das mais rápidas toma para si boa parte do processamento, mas nunca tinha visto uso de CPU tão baixo neste tipo de teste!
Testando o Quickboost
O velho e bom teste SUPERPI também apresentou resultados interessantes. E fiz o teste com duas configurações, com e sem o overclock do QuickBoost. No cálculo de PI com 1 milhão de casas decimais foram necessários 14.5 seg e 11.2 seg respectivamente. 14.5 segundos já é um bom valor para este teste, mas quero destacar que com o Quickboost houve ganho de 30%!!! Sempre lembrando que o processador é um Core i3!!!
A tela abaixo apresenta apenas as medidas do tempo do cálculo de PI com 1 milhão e 4 milhões de casas decimais calculadas em overclock. Outras precisões não foram medidas e apresentam o mesmo resultado anterior (sem overclock).
Testei o QuickBoost com outros programas. Estressei o processador a 3.8 Ghz com os programas WPRIME e SiSSandra Arithmetic. Com estes dois não consegui estabilidade a 3.8 Ghz e tive que usar a opção “2” do QuickBoost (3.30 Ghz ? cerca de 13,5% de overclock).
Para o leitor overclocker de plantão preciso informar que o cooler usado era o “Box”, ou seja, o mais simples possível e nenhuma refrigeração “agressiva” como água, gelo seco ou nitrogênio líquido. Isso foi PROPOSITAL. O overclock foi feito como QUALQUER USUÁRIO FINAL (leigo em overclock) teria feito. Para isso que serve o QUICKBOOST (overclock rápido ao alcance de todos).
Claro que esta placa e este processador têm capacidade de levar o Core i3 além de 3.8 Ghz. Mas exige melhor refrigeração e domínio da “arte” (que não é o meu caso) e por isso overclock extremo não foi por mim testado nesta placa.
Falando em temperatura o Core i3 nesta placa roda “gelado” (obviamente sem overclock), apenas 24 graus centígrados!! Para quem quiser se aventurar a levar o processador ao extremo, além do QuickBoost existe o EASYTUNE6, software recheado de opções que permitem fazer ajustes finos (também encontrado na BIOS). E não tem porque se preocupar demais. Se algo der errado, a máquina travar, etc. ela ao ser ressetada volta para os parâmetros mais seguros, permitindo usar o PC sem problemas (ou tentar ajustes de overclock menos radicais).
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