Já faz um tempo, no começo de abril anunciei aqui a chegada da família G1 Killer da fabricante Gigabyte. Meses se passaram eu tive a oportunidade de usar uma destas placas por um bom tempo. Aliás este “review” já era para ter sido feito há muitas semanas. Motivos diversos me impediram e por isso me penitencio com os leitores interessados neste assunto. Mas agora segue a avaliação da G1 Sniper!
Antes de entrar de vez nas minúcias técnicas do teste existe algo muito importante a se destacar. Julgo extremamente inteligente para a Gigabyte e muito apropriado para o mercado esta super segmentação das placas mãe para PCs. Obviamente com a rápida “notebookização” (que termo horroroso) do mercado, consumidores ávidos por seus PCs móveis e também poderosos, era evidente que o mercado de placas mãe iria mudar drasticamente e rápido! A série G1 Killer bem como suas sérias sucessoras, especializada no mercado de jogos para PCs, é a pronta resposta às necessidades do mercado, da empresa e dos consumidores de hardware “high-end” para aplicações de alta demanda como os jogos. E o diferencial desta família transcende o aspecto de “velocidade pura”. Há sim preocupação com estabilidade, qualidade para funções específicas como aquecimento, rede mais robusta e confiável, som com qualidade diferenciada, etc.
A G1 Killer faz parte de uma família da qual também fazem parte as placas G1.Assassin e G1.Guerilla, sendo a Assassin a mais sofisticada, a Killer a intermediária e a Guerilla a mais “simples” (entre aspas porque todas são placas muito sofisticadas).
O que chama a atenção de imediato é o design de suas partes que imitam partes de armas, sugerindo seu principal talento, que são os jogos de ação. Conta também com as modernas tecnologias SATA 6 GB/s, USB 3.0 e memória triple channel.
O TESTE
Sem querer me justificar pela demora, mas o principal motivo foi que a Gigayte G1 Sniper foi a minha “placa de bancada” por semanas e semanas, meses a fio. Aproveitei-me de sua estada comigo para testar diversos produtos nesta plataforma. Testei SSD da Intel, HD externo USB 3.0, placa de vídeo AMD Radeon 6960, placa de vídeo HIS Radeon 6790, só citando alguns exemplos. E se ela “não quis” sair da bancada motivo houve. Não me lembro de ter testado antes alguma placa mãe tão robusta, com aparência (e pelas especificações) tão resistente e prática para ser usada em testes.
Já citei em outras ocasiões que embora ache o assunto de “overclock” fascinante, ou seja, usar uma placa e processador em velocidades acima das nominais especificadas, eu não tenho conhecimentos profundos no assunto. Mas o software que acompanha a G1 Killer Sniper auxilia os “overlclockers” casuais como eu, bem como os “power users”.
Assim nos momentos que eu citar overclock, este foi feito com o EASY TUNE, software da Gigabyte que tem 3 níveis de “aceleração”, feito de forma simples e fácil. Deixo para o debate nos comentários deste texto os testemunhos de quem já fez “extreme overclock” com esta placa.
Plataforma usada no teste:
HDTUNE
O propósito de usar o HDTUNE foi aferir a eficácia da interface USB 3.0, tida como muito mais rápida que sua antecessora (USB 2.0). Como estava com o SSD da Intel na época dos testes, tomei as duas telas para análise e comparação, veja abaixo.
Usando o HD externo na USB 3.0 obtive taxa média de transferência de 80 MB/s, com pico de 102 MB/s. Tive a curiosidade de desmontar este HD externo e montá-lo na porta SATA da G1 Sniper. Obtive AS MESMAS taxas de transferência e tempo de acesso (por volta de 15 ms). Isso PROVA que o gargalo no acesso a este HD é o próprio HD uma vez que a USB 3.0 da placa Gigabyte o levou à velocidade máxima nas duas interfaces (SATA e USB).
Em relação ao acesso ao SSD, fabuloso, fantástico, como não poderia ser. Depois percebi que a comparação seria quase que inútil e injusta. Mas fica o registro do ótimo desempenho deste SSD na placa G1 Sniper.
DVD Shrink
Este popular programa de codificação e cópias de DVDs é para mim um “clássico” e muito útil para fazer os testes. O programa tem uma limitação conhecida, que é usar apenas UM núcleo do processador. E por isso mesmo bastante útil fazer o teste em overclock. E confesso que tomei um susto. O desempenho sem overclock já foi bastante bom, análise total do DVD e codificação (gravando imagem ISO do DVD) em apenas 21 minutos. Mas em overclock (de 3.33 Ghzpara 4.0 Ghz) o tempo caiu quase pela metade!!! Achei tão estranho que repeti o teste e foi isso mesmo que aconteceu. Nas duas vezes que fiz, a 3.33 Ghz obtive 21 minutos e a 4.0 Ghz 11 minutos.
PASSMARK
Este benchmark também é um dos meus habituais. É um “mix” de testes diversos, memória, CPU, 2D, 3D, disco, etc. Só para dar uma referência, meu antigo Core 2 Duo E8500 (3.0 Ghz) obtém neste teste a pontuação 890. Valores acima de 1500 neste testes já são extremamente respeitáveis. E o Core i7 975 Extreme Edition saiu-se muito bem com 2191 (sem overclock) e 2552 (com overclock). Neste caso o ganho foi próximo ao ganho de clock (3.33 para 4.0).
WPRIME
É mais um dos programas de testes da minha “cesta básica” de benchmarks. Como o nome sugere, realiza operações matemáticas complexas e tem a capacidade de usar todos os núcleos do processador. Há dois níveis de cálculo, 32M e 1024M. O menor deles (32M) teve ganho pequeno com o everclock (menos de 10%). Já o 1024M, cálculo longo, ganhou 21% com o overclock para 4.0 Ghz.
SisSANDRA Arithmetic
Outro constituinte de minha “cesta básica”, também realiza cálculos matemáticos complexos e os quantifica em FLOPS (operações em ponto flutuante por segundo geralmente casa de milhões ? ou Giga Flops). Esta medida é um padrão de mercado e por isso mesmo fácil para fazer comparações. A dupla Gigabyte G1 Sniper mais Core i7 975 Extreme Edition em overclock (4.0 Ghz) chegou a 82 Giga Flops!!
SUPER PI
O SUPER PI é outro clássico entre os testes e é usado por Overclockers extremos para comparar seus desempenhos. Este programa também apenas usa um dos núcleos do processador e por isso mesmo é sensível ao overclock. Há muitos níveis de cálculo no SUPER PI, que representam o número de casas decimais contidas no cálculo do famoso número irracional. Eu costumo olhar o SUPER PI com 4 milhões de casas decimais. Neste caso o tempo sem overclock foi de 74 segundos (ótimo) e com overclock 61 segundos, 21% melhor.
PCMark Vantage
É outro clássico entre os testes e neste o desempenho alcançado também me impressionou. Como o PASSMARK o PCMark Vanatage consiste de um conjunto extenso de testes, que demoram cerca de 90 minutos para serem feitos. Neste teste valores próximos a 8000 pontos já são muito bons. A dupla Gigabyte G1 Sniper mais Core i7 975 Extreme Edition chegaram a 16072 pontos (com overclock 4.0 Ghz0>
DESEMPENHO DE VÍDEO
A placa mãe em si não tem toda a influência no desempenho do sistema gráfico pois a placa montada no PC propriamente dita que tem a capacidade de “voar” e tornar este PC um devorador de pixels na tela. Porém não posso deixar de citar que a Gigabyte G1 Sniper tem 3 slots para placas de vídeo, ou seja, permite que 3 placas de alta capacidade sejam ali montadas e “destruir” qualquer jogo!! Neste teste não tivemos condição de fazer isso. Mas testamos a G1 Sniper com uma placa de vídeo muito boa, uma HIS Radeon 6790 cujo teste eu publiquei publiquei recentemente , classificando-a como uma excelente opção.
Apenas como uma referência, segue o resultado do teste 3DMARK Vantage feito na resolução 1680×1050 nível HIGH. Neste contexto, com a G1 Sniper obtivemos 8750 pontos, índice muito bom, uma vez que acima de 4000 pontos o conjunto (placa mãe mais placa de vídeo) já pode ser considerado de alto desempenho.
SOM E REDE
Como o público alvo desta placa é aquele usuário focado em jogos, alguns pontos importantes foram alvo de atenção. É muito comum jogar online, seja via Internet ou com outro PC no mesmo local, mesma casa, Lan-House, etc. Por causa disto o sistema de REDE é diferenciado. Conta com um NPU (network processor unit), especialmente dedicado ao tráfego de rede cujo objetivo principal é eliminar/reduzir a latência, tornando o jogo o mais “instantâneo” possível. Um “jogador contumaz” é capaz de perceber mínimos retardos na resposta aos seus comandos e comandos de seus oponentes. Assim um circuito especializado consegue resolver esta sutil e delicada situação.
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Em relação ao SOM, algo análogo acontece. O jogador quer ser capaz de distinguir os mínimos detalhes. Ouvir o farfalhar das folhas sendo pisadas pelo inimigo que se aproxima. Quer ouvir o zumbido de um projétil sendo disparado, etc. Assim um subsistema especializado, o CREATIVE XF (Xtreme Fidelity) está presente na placa para o deleito dos audiófilos e jogadores mais exigentes. E de forma análoga ao sistema de REDE E2100, por ter circuito dedicado acaba por aliviar a CPU destas outras funções, tornando mais “fluído” o decorrer do jogo.
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CONCLUSÃO
É fato que este mercado de placas-mãe está rumando para uma abordagem de nichos e especializações. Por um lado placas simples, eficientes e baratas, para suprir o mercado de PCs corporativos. Do extremo oposto ficam as placas com diferenciais que as qualificam para usos bastante especializados. É o caso da Gigabyte série G1 e também deste modelo Killer.
O acabamento da placa é diferenciado. E além da placa ser realmente bela, sua beleza transcende o lado estético. Ela é bonita por causa dos materiais e componentes nobres utilizados, que garantem robustez, alta dissipação térmica, durabilidade e eficiência. Claro que a “decoração” com elementos de “armas” tem função de marketing, comunica a finalidade e especialidade maior desta placa para o consumidor.
Os resultados não me deixam mentir. A placa tem desempenho exemplar em todas as situações. Sua capacidade para 3 placas de vídeo, acesso a memória “triple channel”, USB 3.0, som diferenciado, NPU para acelerar acesso à rede… Todas são características que vão ao encontro das expectativas dos “gamers”. Claro que outro uso que não seja por jogadores, aquelas pessoas que desejam uma placa muito resistente, durável e com ótimo desempenho, também se aplica. Apenas o preço da placa não é apropriado ao mercado “não gamer” pois custa em torno de R$ 1.300,00 nos sites que pesquisei. Outras informações podem ser obtidas no site da Gigabyte clicando aqui.
GALERIA DE IMAGENS
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CPUz processador Core i7 975 utilizado no teste.
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Vista complete da G1 Sniper
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A G1 Sniper em ação na bancada
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A G1 Sniper em ação na bancada
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Detalhe da G1 Sniper
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Painel de conexões da G1 Sniper
ESPECIFICAÇÕES COMPLETAS
| CPU |
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| QPI |
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| Chipset |
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| Memória |
(Go to GIGABYTE”s website for the latest supported memory speeds and memory modules.) |
| Áudio |
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| LAN |
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| Slots de Expansão |
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| Tecnologia Multi-Graphics |
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| Interface de Armazenamento | South Bridge:
Marvell 88SE9182 chip:
JMicron JMB362 chip:
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| USB | South Bridge:
1 x Renesas D720200 chip and 2 x VLI VL810 hubs:
|
| Conectores Internos I/O |
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| Conectores Painel Traseiro |
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| Controlador I/O |
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| Monitoramento H/W |
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| BIOS |
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| Características Exclusivas |
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| Pacote de Software |
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| Sistema Operacional |
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| Form Factor |
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| Observação |
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