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Gestão de dispositivos móveis: o que continua faltando?

Após reler a minha última coluna sobre gestão de dispositivos móveis (MDM, da sigla em inglês), me ocorreu que qualquer tópico desta discussão para empresas de TI é incompleto sem um pouco mais de contexto. A maioria dos softwares de MDM certamente não está morto, mas continua sendo mal definido, amorfo e incompleto a respeito da totalidade da solução requerida para o sucesso da mobilidade corporativa.

Mas o que falta? É preciso eliminar os dispositivos? Certamente, mas em um mundo de responsabilidades pessoais onde os funcionários usam os seus próprios aparelhos nos trabalho (movimento conhecido como BYOD, da sigla em inglês para bring your own device), é bom evitar apagar imagens da criança ou a coleção de música de alguém no processo de gestão. E assim podemos argumentar que a segurança é o objetivo aqui, sem real rastreamento dos dados sensíveis, como é possível prevenir que alguém simplesmente faça um backup dentro de um dispositivo inseguro?

E sobre a implantação de estratégia? A gestão de dispositivos móveis muitas vezes é feita por um único operador em um data center terceirizado por uma operadora, ou, até mesmo, em um mix de sistemas abertos que coincidem com soluções baseadas em padrões.

Isso fica ainda pior quando consideramos outras peças requeridas para alguma solução móvel de uma empresa.

Política: primeiro você tem uma política de mobilidade no lugar, certo? Esta é a declaração de qual operação pode ser performática enquanto estiver fora da empresa e de como essas operações são realizadas. Quais redes são permitidas? Quais aplicações podem ser usadas (ou não, como lista negra)? BYOD é permitido? Todas essas preocupações devem estar dentro das políticas da empresa.

Despesas: não importa se o aparelho é da empresa ou pessoal, no caso de sistemas como BYOD, é importante rastrear como o dinheiro está sendo gasto. É importante que a monitoração seja mais próximo do tempo real possível no lugar de identificar as tendências negativas antes que tenha um grande impacto na companhia. E a política de execução via software pode inclusive ser boa ? existem formas de acumular minutos de celular quando, por exemplo, a opção de baixo custo Wi-Fi estiver disponível.

Aplicações: ainda não estou convencido que aplicações comerciais de qualquer forma têm lugar na mobilidade empresarial. Existem muitos riscos para malware que aumentam custos com suporte e distrações no trabalho. Acredito que o futuro da mobilidade corporativa está nos serviços de web e cloud, não em aplicativos com plataformas específicas e caras de desenvolver e manter. Vamos debater isso por algum tempo, tenho certeza, mas se você permitir aplicativos, também será necessário algumas formas de gestão.

E isso é apenas para iniciantes. Eu propus o termo gestão de operações móveis (MOM, da sigla em inglês) como as frases inclusas para descrever todos os elementos requeridos para uma implantação bem sucedida ? sucesso é definido como segurança, baixo custo e gerenciável. Mas não importa como chamamos tudo isso, empresas em todos os lugares precisam pensar sobre as estratégias e não apenas assumir que uma solução MDM é requerida.

Gestão será um dos temas chave em mobilidade para 2012 que certamente irá perdurar por algum tempo. Com as redes das empresas cada vez maiores, qualquer pessoa com um dispositivo não autorizado pode ser a maior oportunidade para problemas.

Mas, por enquanto, as oportunidades para recompensas despistam os desafios. A gestão de mobilidade corporativa, entretanto, pode vir a ser e deve permanecer na linha de frente das lojas de TI, grandes ou pequenas, em qualquer lugar.

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