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Gastos em TI diminuem e abrem campo para investimentos em IoT

A economia e a instabilidade no mercado global podem ser o motivo principal para que empresas diminuam seus gastos com TI e, consequentemente, reduzam alguns números no quadro de funcionários. Mas isso parece também ser a chance para a internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) decolar.
De acordo com previsões do Gartner, os gastos globais com TI registraram queda em 2015. No entanto, o instituto de pesquisas prevê que os gastos mundiais com IoT saltem 22% em 2016, chegando a US$ 235 bilhões.
Segundo Nathan Nuttall, diretor de pesquisa do Gartner, configurar sistemas que permitem o acúmulo de dados a partir de dispositivos inteligentes e sensores oferece às empresas a oportunidade de criar modelos de receita recorrentes de serviços orientados por esses dados, em vez de depender exclusivamente de vendas de produtos.
Ainda de acordo com o executivo, empresas também podem transformar os negócios de venda de produtos físicos em uma operação baseada em serviços, já que terão fluxos de receitas mais previsíveis.
Entre as melhores
Embora em estágio embrionário em muitas companhias, as iniciativas de IoT estão sendo levadas a sério – ao menos entre as empresas listadas na lista das 500 melhores da Fortune. Jason Meil, diretor administrativo de novos produtos e inovações na empresa de consultoria SSA & Company, relata que companhias ainda estão buscando maneiras de utilizar os dados que conseguem coletar e criar planos concretos.
Quer exemplos de como as empresas estão trabalhando nesse sentido? A Cisco recentemente anunciou a compra da startup Jasper Technologies, que possui uma plataforma para internet das coisas. No ano passado, a Salesforce.com anunciou o lançamento de um serviço em nuvem para IoT, com o intuito de ajudar empresas a gerenciar dados provenientes de dispositivos inteligentes.
Em meados de 2015, o valor total de fusões e aquisições no mercado de internet das coisas chegou ao patamar de US$ 14,8 bilhões, superando o ano de 2014, que tinha como marca US$ 14,3 bilhões, de acordo com a 451 Research.
A precisão para este ano é de que cidades inteligentes tenham 1,6 bilhão de coisas conectadas. O potencial é grande e ainda precisa ser explorado.

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