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Gartner prevê gastos mundiais com TI 6,2% maiores em 2021

Os gastos globais com TI chegarão a US$ 3,9 trilhões em 2021, aumento de 6,2% em relação ao acumulado do ano passado, quando houve queda de 3,2%. No ano passado, as organizações priorizaram investimentos em tecnologias e serviços “críticos” durante os estágios iniciais da pandemia, o que afetou os resultados.

A estimativa do Gartner divulgada nesta terça-feira (9) indica que a tecnologia se tornou de fato um pilar para a transformação digital dos negócios. Apesar dos resultados ruins em 2020, o fato de a TI ter apoiado pessoas e negócios atenuou os efeitos negativos de recessão econômica ocasionados pela emergência sanitária.

Leia mais: CIOs podem esperar uma década de inovação radical, diz Gartner

Segundo John-David Lovelock, vice-presidente de pesquisa do Gartner, os CIOs em 2021 se concentrarão em iniciativas de equilíbrio, ou seja, que promovam tanto economia de recursos como expandam iniciativas de transformação.

“Com a economia mundial voltando a um estado mais previsível, as organizações tendem a voltar a investir em tecnologia da informação de maneira mais consistente com as expectativas de crescimento, não apenas seguindo os níveis atuais de receita”, diz o analista em comunicado enviado à imprensa.

Todos os segmentos de gastos com TI devem voltar a crescer em 2021. Espera-se que o mercado de software corporativo tenha a recuperação mais significativa (8,8%), à medida que os ambientes de trabalho remoto sejam expandidos e aprimorados. O segmento de dispositivos terá o segundo maior aumento (8%), e deve chegar a um gasto de US$ 705,4 bilhões.

Sistemas para data centers (com 6,2% de crescimento), serviços de TI (6%) e de telecomunicações (4,5%) aparecem em seguida na lista.

Home office como alavanca

“Há uma combinação de fatores que impulsionam o mercado de dispositivos para cima”, diz Lovelock. “À medida que os países continuam a promover a educação remota ao longo deste ano, haverá uma demanda por tablets e laptops para os alunos. Da mesma forma, as organizações estão aprimorando o home office para os funcionários.”

Até 2024, as empresas serão forçadas a acelerar planos de transformação digital em pelo menos cinco anos para sobreviver em um mundo pós-COVID-19. Isso envolve uma adoção permanente do trabalho remoto e pontos de contato digitais para os clientes.

O Gartner estima que os gastos globais com TI relacionados ao home office totalizarão US$ 332,9 bilhões em 2021, um aumento de 4,9% em relação a 2020.

O retorno da atividade global com relação às taxas de gastos apresentadas em 2019 não acontecerá até 2022, embora muitos países possam se recuperar mais cedo. Os setores mais atingidos pela pandemia, como restaurantes, viagens e entretenimento, permanecerão com dificuldades de longo prazo.

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