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Games estão prontos para locais ?sérios? como bancos

As empresas desconhecem os benefícios do uso dos games em estratégias corporativas. O assunto, é verdade, vem ganhando espaço rapidamente e já tem até termo para defini-lo. É a gamefication, que pode trazer diversos ganhos para os negócios.

?Os jogos podem ajudar no treinamento de funcionários, trazer novos clientes ou ajudar a desenvolver melhores produtos. É quase impossível imaginar o que se pode fazer com o uso de games nas empresas?, diz o sócio fundador da Woopi, Alexandre Winetzki.
Ele faz questão de frisar que isso não é brincadeira de criança. ?A gamification é o uso de técnicas de desenvolvimento de games em ambientes sérios, como bancos?, explica. ?E é algo que irá crescer muito?.

A média de idade das pessoas que gostam de jogos de computador é de 37 anos. Nos Estados Unidos (onde as estatísticas sobre essa indústria são mais precisas) 29% da população com mais de 50 anos joga algum tipo de vídeo game. ?É a influência de tablets e smartphones com jogos casuais?, explica Winetzki.

Essa tendência começou a ser absorvida pelo mundo corporativo e foi transformada em estratégia de negócio. A BM&F Bovespa usa jogos e simuladores do mercado de ações para fazer educação financeira de seus diversos públicos. Com eles, as pessoas aprendem os conceitos básicos de operações na bolsa de valores ou conhecem mais sobre derivativos e mercados mais complicados.

Os oito simuladores e jogos da BM&F Bovespa possuem 1,5 milhão de usuários cadastrados. Mais da metade é um público novo, entre 21 e 30 anos. ?Estamos olhando o investidor futuro, eles começam jogando e ficam prontos para entrar na bolsa daqui a alguns anos?, diz o diretor de Comunicação e Marketing da empresa, Alcides de Francisco Ferreira.

No Brasil, o assunto ganhou espaço importante com um painel sobre gamificação no CIAB. Há a expectativa que os games ganhem as empresas do setor daqui pra frente. ?Os jogos podem ajudar na educação financeira do consumidor ou trazer lucro, as empresas precisam somente decidir o que fazer, pra quem e como?, explica o vice-presidente de Industry Advisory Services do Gartner. ?O mais importante é saber como a empresa vai lucrar e o que o consumidor irá ganhar?, completa.

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