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Fusion III: Acrescentando núcleos

Levando-se em conta que esta série de colunas é sobre o Fusion, o processador de uma nova classe cujo primeiro exemplar foi lançado no início deste mês pela AMD, há leitores estranhando que até agora falou-se de tudo, menos do Fusion.

E, certamente, não estarão errados. Na verdade, o comentário mais recente à primeira coluna desta série é de um leitor que, com boa dose de razão, se declara ludibriado justamente por isto.

Por outro lado, quem tem pressa em conhecer detalhes sobre as especificações técnicas do novo chip, basta fazer uma pesquisa com a expressão “AMD fusion” em qualquer dispositivo de busca que se preze para encontrar uma pilha de informações, já que se trata de lançamento recente e importante (o Google retorna quase dez milhões de resultados). Portanto, notícia sobre o Fusion é que não falta.

O que falta é um texto que explique o que há por detrás deste lançamento. Porque, por mais importantes que sejam (e são) as características do chip e de toda a família Fusion que o sucederá, a mudança de paradigma que elas representam é tão drástica que quem se interessa por tecnologia talvez pretenda ter uma ideia mais ampla das circunstâncias que levaram a indústria de processadores (tanto a AMD quanto a Intel) a tomar este rumo.

Ou seja: sim, a grande novidade do Fusion é que ele integra unidades de processamento gráfico e de dados em um único encapsulamento. É claro que isto é importante ? tanto é assim que a Intel, há alguns meses, lançou sua própria UCP com capacidade gráfica. Mas por que é importante?

E por que agora, justamente agora, os dois grandes fabricantes de processadores para computadores decidiram, praticamente juntos, que este é o momento de fazer esta integração?

Afinal, é uma mudança radical. Que razões teriam levado a ela?

Pois o objetivo desta série de colunas, mais que descrever características técnicas de produtos, é tentar responder estas perguntas.

Aos que esperavam ? repito: com razão ? que eu já tivesse iniciado a análise das especificações do novo Fusion, peço desculpas. E, além das desculpas, (mais) um pouco de paciência.

Prometo fazer o possível para não decepcioná-los. Mais que isto: prometo que, quando esta análise for feita, cada um dos que leram as colunas iniciais da série estará em melhores condições de interpretar seu significado.

Pois, afinal, enquanto os artigos se dedicam à descrição pura e simples das características técnicas dos produtos, é para ajudar a interpretá-las que servem as colunas.

Então vamos em frente, ainda examinando as condições que propiciaram a eclosão desta nova geração de microprocessadores capazes de lidarem tanto com dados quanto com gráficos.

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