Categories: Notícias

Fusion I: a evolução dos gráficos

Esta semana a AMD lançou no mercado o primeiro exemplar de uma nova classe de processadores, o Fusion, um microprocessador multinuclear capaz não apenas de processar dados mas também de executar processamento gráfico de alto desempenho. Em resumo: um chip que cumpre não somente as funções costumeiras de uma unidade central de processamento, ou CPU, como também as de uma unidade gráfica de processamento, ou GPU (também conhecida como coprocessador gráfico). Há alguns meses a Intel anunciou o lançamento de um processador, codinome Larrabee, basicamente com as mesmas características.

Por que razões as grandes fabricantes de microprocessadores resolveram incorporar o processamento gráfico em seus chips?

Bem, para entender isto há que se ter uma ideia não somente da tecnologia usara para gerar imagens e mover seus dados no interior do sistema como também da evolução desta tecnologia ao longo do tempo.

Porque, ao fim e ao cabo, esta tendência não é mais que um retorno às origens.

Senão vejamos:

O primeiro computador da linha PC usava o que havia de melhor na época, o máximo em tecnologia de microprocessadores.

Ou quase. O máximo, mesmo, era o Intel 8086, a primeira UCP que ostentava 16 bits tanto nos registradores internos quanto nos barramentos de memória e dados ? e como aquele seria o primeiro computador pessoal da então poderosíssima IBM, não poderia deixar de ter o melhor processador. O “quase” corre por conta do fato de que o processador utilizado não foi exatamente o 8086, mas seu irmão menor, o 8088, funcionalmente idêntico ao 8086, mas com barramento de dados de apenas oito bits para que a IBM pudesse recorrer aos circuitos auxiliares então encontrados no mercado para o controlador da memória RAM, pois como a concorrência só dispunha de máquinas “de oito bits”, não havia disponibilidade de circuitos auxiliares para controlar um barramento de dezesseis. Fora isto, os dois chips eram idênticos e, de fato, o PC da IBM virou o “Rolls Royce” (ou a “Brastemp”, para quem prefere produtos nacionais) dos computadores pessoais e mudou o rumo da informática. Mas tudo isto é história: para que se tenha ideia, este ano o PC completaria 30 anos se vivo ainda fosse.

Mas o fato é que o velho PC não tinha processador gráfico auxiliar. As imagens eram geradas pela própria UCP, sem qualquer ajuda.

Já nas máquinas modernas as telas são geradas por um microprocessador dedicado apenas a elas e chamado processador (ou, para os mais exigentes, coprocessador) gráfico, capaz de produzir imagens com mais de dezesseis milhões de cores, muito além do que o olho humano pode distinguir, e com uma resolução que já se situa na casa dos milhões de pontos na tela.

Por que foram adotados os processadores gráficos?

Page: 1 2 3 4

Recent Posts

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

3 horas ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

5 horas ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

6 horas ago

Chatbots de bancos e fintechs não entendem as emoções dos clientes, aponta estudo

A evolução da inteligência artificial nos serviços financeiros ainda esbarra em desafios relacionados à experiência…

6 horas ago

Motorola Solutions compra D-Fend por US$ 1,5 bilhão

A Motorola Solutions anunciou a assinatura de um acordo definitivo para adquirir a D-Fend Solutions,…

6 horas ago

Meta amplia controle para adolescentes

Nesta terça-feira (2), a Meta anunciou a expansão global de configurações de conteúdo para contas…

9 horas ago