Contestando o termo “supertele” que o mercado vem utilizando para se referir à operadora resultante da compra da Brasil Telecom pela Oi, Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi, defendeu em sua palestra na Futurecom que a união das telcos não vai afetar ou diminuir a competição do setor. “Juntas, elas têm porte comparável ao dos outros competidores. Fazer uma empresa brasileira é jogo de iguais”, justificou, fazendo referência aos conglomerados mexicano e espanhol. “Terá mais competição.”
Falco classifica como mito a falta de competição no setor, ressaltando que foram estabelecidos mecanismos pró-competição, como queda de 69% no TU-RL, avanços da Anatel na regulamentação comercial, portabilidade numérica e licitações de 2G e 3G. “As entrantes têm um market share de 10,8% em nove anos de competição. O crescimento delas é impressionante, na casa dos dois dígitos”, explicou, citando como fonte um estudo encomendado para a Accenture.
O executivo também aproveitou para contestar que o subsídio seja usado como mola propulsora do crescimento do mercado de pré-pago. “Este é um recurso dado para clientes considerados bons. Subsídio é para rico, para pobre é serviço.”
Confiante com a entrada da Oi no Estado de São Paulo, Falco disse que 15% do mercado ainda não é atendido e por isto a operadora tem oferta agressiva para conquistar clientes. “A dinâmica vai mudar.”
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