Quando se pensa em inovação, talvez o primeiro exercício a ser feito é imaginar como serão as necessidades futuras e a melhor forma de atendê-las. Mas para Jeff Bezos, CEO e fundador da Amazon, pioneira no comércio online, a pergunta a ser feita é outra: o que vai se manter nos próximos dez anos? “Você não constrói um modelo de negócios em coisas que não sejam estáveis ao longo dos anos. É impossível”, garantiu aos seis mil presentes em sua palestra de quinta-feira (29/11), realizada durante o re:Invent, em Las Vegas (EUA).
Curta, no Facebook, a Fan Page do IT Web
“Não consigo imaginar um cliente chegando para mim daqui a dez anos e falando: senhor Bezos, eu adoro a Amazon, mas bem que ela poderia levar mais tempo para entregar as coisas, ou então cobrar preços mais altos. Também não vejo um cliente da Amazon Web Services dizendo que ama a empresa, mas que preferiria que ela fosse menos confiável ou cobrasse mais pelos serviços. O foco, então, tem que ser na necessidade do cliente. O esforço que fazemos em torno disso, a energia que colocamos, vai se manter nos consumidores daqui a dez anos”, ensinou.
Quando se fala em extrapolar o conceito para a empresa como um todo, permitindo um ambiente inovativo, o processo é o mesmo. Mais uma vez – a primeira dela foi nas palavras do vice-presidente da AWS, Andy Jassy – as altas margens das companhias foram criticadas e consideradas nocivas à inovação. “Se suas margens são altas, você não inova porque, simplesmente, não precisa inovar”, argumentou.
Segundo Bezos, quando o foco da companhia fica somente em auferir mais lucros e acabar com os competidores à sua volta, o resultado é um ambiente pobre de novas ideias por parte dos colabores. “Mentalidade com foco em competição não tem foco em consumidor. Se você quer ser uma empresa inventiva, precisa ser pioneira e exploradora. Isso será sentido pelos colaboradores, que terão paixão em ajudar nesse processo e, também, serão inventivos e exploradores. E isso é divertido, de forma geral.” Além disso, é preciso compreender que existe uma latência entre a inovação e a compreensão dela por parte da equipe e dos próprios consumidores.
Por fim, e como não poderia deixar de ser, o executivo deu conselhos aos empreendedores neste ambiente 3.0
O espaço e o tempo – as novas conquistas
Bezos nunca deixa de inovar. Seus projetos mais recentes, além, claro, das bilionárias Amazon e a AWS, são o de um relógio, a ser sediado no Texas, que funcione por dez mil anos, e a Blue Origin, empresa com foco em levar viagens comerciais ao espaço. O primeiro deles tem como principal objetivo mostrar a importância do conceito de longo termo nos negócios. No caso das viagens tripuladas fora de órbita, está o forte desafio de engenharia. “As únicas coisas que impedem isso é que é algo muito caro e muito perigoso. Fora isso, não há problema”, afirmou, arrancando risadas da plateia. A ideia, portanto, é construir um foguete/aeronave que seja capaz de voltar em sua integridade à Terra, porque o alto custo dos projetos está ligado à perda dos componentes ao longo da viagem.
O foco é no cliente, no propósito. Mas o futuro com certeza será mudado com essas premissas.
*A jornalista viajou aos Estados Unidos a convite da AWS
A Unico, empresa brasileira especializada em identidade digital e biometria facial, ingressou com ações nas…
A Salesforce anunciou parceria com a FIFA como apoiadora oficial da Copa do Mundo de…
Neil Redding será o palestrante de abertura do IT Forum Praia do Forte 2026. Com…
Apesar da consolidação da computação em nuvem como um dos pilares da transformação digital, uma…
As equipes de segurança cibernética enfrentarão um cenário cada vez mais complexo nos próximos anos,…
Apenas uma em cada três pessoas dos Estados Unidos aprova o ritmo acelerado de construção…