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Fornecedores de olho nos investimentos de rastreabilidade

Motivadas pela resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) — que determina que, a partir de janeiro de 2012, toda caixa de medicamento vendida no país conterá um selo de segurança reconhecido por leitores óticos instalados em todas as farmácias — grandes fornecedores de soluções tecnológicas, como SAP e IBM, estão disponibilizando soluções de rastreabilidade que comportam tanto o código de barras tradicional e bidimensional quanto as etiquetas inteligentes de radiofrequência (conhecidas pela sigla em inglês RFID.

O objetivo é aproveitar o impulso gerado pela medida da Anvisa e conquistar clientes em outros segmentos econômicos, além da indústria de fármacos. ?Nossa solução é inicialmente endereçada ao setor de medicamentos, mas pode ser utilizada com parametrizações e pequenos ajustes para controlar itens que circulam interna ou externamente, em qualquer tipo de empresa?, diz Daniel Bio, gerente de soluções para cadeia de suprimentos da SAP.

Na IBM, a solução de rastreabilidade também nasceu com foco na indústria farmacêutica, mas evoluiu para cobrir outras indústrias, segundo Luis Glehn, arquiteto de soluções para Software Groups. ?Nosso software permite integração com diversos tipos de leitores, seja de código de barras ou de RFID. Isso é importante porque não prende o cliente a nenhum fornecedor, mas principalmente porque simplifica a introdução de novas tecnologias no negócio?, diz o arquiteto.

Ainda sem projetos implementados no Brasil, Glehn atribui em parte ao impasse atual entre a Anvisa e as entidades que representam a indústria de medicamentos (o setor questiona na Justiça a exigência de compra de selo de segurança fornecido pela Casa da Moeda). ?Temos conversado com muitos clientes, que demonstram interesse, mas acredito que o impasse tem deixado muitos investimentos em compasso de espera?, diz Glehn.

Wilson Cruz, assessor de soluções da GS1 Brasil, entidade sem fins lucrativos que ajuda a desenvolver padrões universais para códigos de produtos, também vê a regulamentação da Anvisa como motor para expandir a rastreabilidade no Brasil, de uma forma geral. ?A iniciativa está muito adiantada. São poucos os países que têm uma regulamentação ou lei que determina sistema de rastreabilidade’, diz o assessor, que prevê fortalecimento do código de barras bidimensional (Datamatrix), tecnologia de captura e transmissão eletrônica de dados escolhida pela Anvisa.

Por outro lado, Cruz recomenda que CIOs, independentemente de segmento econômico, estudem com profundidade os padrões de processos de rastreabilidade e os seus requisitos técnicos e de negócios, antes de tomar qualquer decisão sobre qual tecnologia adotar nos seus projetos de rastreabilidade, seja por meio código de barras, seja com uso de RFID.

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