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Focar no cliente é ponto-chave de negócios bem-sucedidos

A lei de Darwin consiste na sobrevivência de espécies que sabem se adaptar às intempéries – e não necessariamente as mais fortes, ou as mais espertas. Com esse pensamento que Mark Jamison, chefe global de pesquisa e desenvolvimento da Visa, abriu sua apresentação nessa quinta-feira (28/1), na Campus Party, em São Paulo. 

Se analisado o ranking das 500 maiores empresas da Fortune – e há quanto tempo elas conseguiram permanecer na lista, continua o executivo, pode-se notar que muitas delas se foram. “Elas sobrevivem a uma média de 19 anos”, conta. “Da lista original, apenas 15% ainda existem.”

Em um cenário que demanda cada vez mais das empresas criatividade para inovar – de preferência, sem custos altos -, é preciso se adaptar. “A verdade é que não adianta você ter uma porção de especialistas da McKinsey trabalhando com você. Companhias que vencem são aquelas que se adaptam às mudanças e às tendências de consumo”, afirma.

>> Confira em tempo real a cobertura completa da Campus Party 2016

Para isso, não há regras, mas há dicas que podem servir para quem quiser se destacar dos concorrentes. Jamison apresentou três pontos que as empresas devem prestar atenção – os quais você confere a seguir:

1. Foco no cliente
O principal é desenvolver um produto que tenha o cliente no centro. De acordo com o executivo, é preciso garantir a empresa está resolvendo algo que o cliente quer que seja resolvido. “Você tem de ir a campo e descobrir”, afirmou, completando o pensamento com a história do engenheiro industrial Doug Dietz, da GE Healthcare, que criou o design de máquinas como a de tomografia computadorizada para um hospital infantil. 

Ao questionar funcionários, Doug recebeu elogios pela rapidez dos equipamentos e boa qualidade das imagens. Apesar de ter um design agradável aos olhos, o executivo trabalhou com conceitos do design thinking para alcançar os verdadeiros usuários e ver o que eles achavam da sua criação – no caso, crianças. 

E o que ele descobriu em uma ida ao hospital é que os pequenos não queriam utilizar a máquina por medo. Para resolver isso, o engenheiro encapou as máquinas com adesivos e inventou um mundo muito mais atrativo para as crianças, e elas não apresentaram mais problemas em ficar lá para exames. Conclusão: empatia faz toda a diferença.

Doug contou essa mesma história em uma apresentação para o TEDx Talks SanJose e você pode assisti-la aqui

2. Reinventar o negócio
Até mesmo as indústrias tradicionais, como bancos, estão se reinventando. Não é algo fácil e, de acordo com Jamison, esse é um ponto em que grandes companhias costumam falhar o tempo todo, porque elas possuem recursos para criar coisas e escalabilizar, mas o processo a ser feito é exatamente o contrário. 

De acordo com ele, a melhor forma de criar é pensar grande, mas começar pequeno, e então escalar rapidamente. Com uma ideia na cabeça, é preciso saber se ela funciona ou não. E, em vez de investir pesado em algo incerto, a melhor maneira de testar é preparar protótipos e fazer pilotos pontuais.

Outra sugestão do executivo é: mantenha o seu time de criação pequeno. “Se você usa mais de duas pizzas para alimentar a sua equipe, então ela está grande demais”, brinca. Além disso, realize protótipos funcionais e utilize, em um primeiro momento, coisas baratas. Se não funcionar você rapidamente descobrirá.

3. Repensar a indústria
Empresas como Uber, Airbnb, Facebook e Alibaba reformularam o segmento da indústria em que atuam. “Por causa das ferramentas e tecnologia disponíveis, há a possibilidade de reinventar e há pessoas que estão fazendo isso”, diz.

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