O Firefox OS, sistemas operacional móvel baseado em HTML5 produzido pela Mozilla, ganhará uma loja de aplicativos, a Open Web Marketplace, até o fim do ano. A informação foi dada foi Gary Kovacs, CEO da fundação, em abril deste ano, quando visitou o Brasil para apresentar o projeto, então chamado e Boot to Gecko.
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A proposta foi apresentada no início deste ano, quando Mozilla e Telefónica anunciaram a intenção de criar uma plataforma, em parceria com Adobe e Qualcomm, completamente baseada na nova geração de programação da web. A criação de uma loja online de aplicativos já havia sido ventilada na época.
Mas a novidade mesmo veio em abril, quando Kovacs informou que o Brasil havia sido escolhido para receber o lançamento do produto, ainda no começo de 2013. Sem dar muitos detalhes sobre o funcionamento da loja de aplicativo, o CEO da Mozilla esclareceu que serão aceitos apps produzidos por desenvolvedores terceirizados, tanto gratuitos quanto pagos. “Ela terá todas as funções que uma loja de aplicativos tem”, prometera.
Pela explicação do executivo, o ambiente seria uma mistura de conceitos vistos na App Store, da Apple, e no Google Play, do Google. Se, de um lado, a empresa fundada por Steve Jobs deixa seu ambiente completamente fechado, assegurando cada app que entra por lá e com restrições para submissão, do outro, o gigante de buscas é mais permissivo com o Android. Exatamente por isso que a plataforma do Google é um conhecido vetor de ameaças: de acordo com pesquisa divulgada em maio pela Macfee, oito mil ameaças móveis verificadas no primeiro trimestre deste ano, sete mil haviam sido direcionadas Android. Isso representa uma alta de 1200% nas tentativas de invasão desta plataforma em especial, tomando como base as 600 amostras coletadas até o fim do quarto trimestre de 2011.
Desta forma, a proposta do Open Web Marketplace é combinar liberdade com segurança do usuário. “Desde nossa existência somos líderes em segurança, tanto de invasores quanto de dados do usuário. A tecnologia é a mesma que trazemos. Segurança e privacidade são os drivers de como criamos nosso programa. Isso é tão critico quanto é no Firefox”, dissera.
Segundo o especialista, uma plataforma web permitirá que os 2,5 milhões de desenvolvedores web entreguem seus aplicativos independentemente da plataforma em qualquer ligar do mundo. Uma vez feitas em HTML5, as aplicações rodam em qualquer browser. “A web existe hoje para conectar a todos. Se o aplicativo for criado em HTML5, vai rodar lindamente no Boot To Gecko [Firefox OS]. Se for em Android, vai rodar no browser”, completara.
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