A bxblue, fintech especializada em comparativos para tomada de empréstimos consignados, anunciou esta semana o recebimento de um aporte no valor de R$ 38 milhões. Liderado pela Igah, Ventures, a rodada teve participação de outros fundos, incluindo Iporanga, FJ Labs e Funders Club.
O montante será usado para ampliar a equipe da startup – que atualmente conta com 60 pessoas – e desenvolver novas ferramentas na plataforma e se integrar a novos bancos. A expectativa da bxblue é quintuplicar a receita ao longo de 2021. O modelo de negócios é baseado em comissões para cada empréstimo tomado, que segundo a empresa fica entre 4 e 5% de cada operação.
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A startup já intermediou mais de R$ 500 milhões em contratos de empréstimo consignado desde sua fundação, em 2017. Mesmo com a pandemia, a empresa diz ter crescido no ano passado oito vezes sobre 2019.
Entre as novas ferramentas planejadas está a automatização de indicações proativas. A ideia é melhorar a experiência de relacionamento com os clientes indicando, por exemplo, o momento certo de quitar ou refinanciar um empréstimo.
Outro uso previsto para o aporte são as contratações. A empresa tem posições abertas em marketing, experiência do cliente (CX), operacional, produto e pessoas e outros níveis.
As vagas ficam disponíveis no site da empresa, por onde são feitas as candidaturas. A bxblue já trabalhava remotamente antes da pandemia e deve continuar seguindo esse modelo, com exceção de algumas vagas presenciais em Brasília (DF), onde fica a sede da fintech.
Segundo Marcio Trigueiro, sócio-diretor da Igah, Ventures, a fintech busca resolver lacunas importantes de eficiência no mercado de crédito consignado no Brasil. A principal delas é o acesso aos produtos com juros mais baixos e a dificuldade em contratar esse tipo de crédito por falta de informação ou burocracia.
“[A bxblue] Funciona como um marketplace que conecta os bancos às pessoas que desejam ter acesso ao dinheiro, em uma plataforma que apresenta as melhores condições para o cliente”, diz o investidor.
Gustavo Gorenstein, CEO da startup, diz que os idosos – que formam parte expressiva do público-alvo da empresa, junto com os servidores públicos – são uma população pouco atendida por serviços financeiros inovadores, e por isso tem dado foco tanto no produto como na comunicação para essa audiência específica.
“Textos explicativos, botões e toda a experiência contemplam inclusive os que não são nativos digitais”, diz. “Em nossa comunicação, nos posicionamos como fonte primária de informação para esses clientes.”
A comunicação direcionada inclui notícias sobre política, economia e carreira com foco nos servidores públicos e aposentados.
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