Enquanto a China e os Estados Unidos despontam mundialmente no uso do blockchain, na América Latina o Brasil é o país que mais se destaca na adoção dessa tecnologia que promete revolucionar as transações e os modelos de negócio na era da transformação digital.
No entanto, apesar de disruptiva, o ritmo de utilização generalizada da tecnologia no País deve ser lento e gradual. E para garantir as melhores práticas no desenvolvimento do blockchain, o Brasil é um dos 20 países que está participando ativamente das discussões para definir sua padronização mundial.
Filipe Alfredo, coordenador de desenvolvimento da Finnet, provedora de soluções de tecnologia para fluxo de dados financeiros, ressalta que o objetivo da padronização é construir um modelo de boas práticas para se criar uma arquitetura focada no blockchain.
“Como essa tecnologia ainda está sendo criada e tem muito a evoluir, precisa existir um norte, uma referência para poder proporcionar escalabilidade e desbravamento de novos mercados”, afirma.
Yoshimiti Matsusaki, presidente da Finnet e membro da Comissão de Estudo Especial da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sobre o tema, é o representante do Brasil nas discussões. Após participar de alguns encontros, seu próximo passo será fazer algumas pesquisas e colher informações relevantes para levar à uma próxima reunião.
Não é apenas o setor financeiro que pode ser beneficiado pelo blockchain. Sua aplicabilidade é muito extensa, podendo ser usado também nas áreas da saúde, jurídica, comercial, logística, na assinatura de documentos, entre outras.
“A tendência é de que o blockchain seja a base para um futuro de serviços descentralizados, dando suporte de confiança para diversos processos”, avalia Luciano Monteiro, analista de produtos da Finnet.
Segundo ele, as empresas já percebem os benefícios da tecnologia. Um dos grandes ganhos do blockchain é sua capacidade de aumentar a confiabilidade na troca de informações de maneira rápida e confiável.
“A maior preocupação das empresas, hoje, é em como aplicar a tecnologia e não necessariamente em relação com a sua segurança. Já está comprovado, depois de diversos testes, que a tecnologia é extremamente segura”, salienta.
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