Neste e nos próximos anos, a demanda por largura de banda só tende a aumentar nos mercados corporativo e residencial. Serviços como vídeo em formatos cada vez mais exigentes de capacidade de navegação, download e upload; conexões 4G e 5G, aplicações de IOT serão só alguns dos itens que demandarão redes de altíssima performance.
“E toda esta estrutura e capacidade terão de corresponder ao bolso dos usuários. Não será possível prover redes que entreguem a largura de banda desejada a um preço incompatível com a realidade do mercado.
Neste cenário, a fibra óptica se apresenta como a melhor opção. De material mais versátil, de mais fácil e prática instalação, com possibilidade de mais largo espectro de cobertura com qualidade de sinal e com poucas limitações técnicas e de implementação, a fibra se mostra um páreo vencedor frente a conexões via rádio, cabos coaxiais ou pares metálicos, por exemplo”, avalia Ivo Vargas de Andrade Filho, CEO da Parks S/A Comunicações Digitais (foto).
Conforme o executivo, tais benefícios trazem um mercado vasto a explorar: enquanto em regiões como Ásia e Norte-América a presença de fibra óptica entre as redes de banda larga é de cerca de 80%, no Brasil tal número não vai além de 8%, segundo dado da Anatel.
Além disso, só no último período analisado pela Anatel – primeiro quadrimestre de 2017 sobre o mesmo período de 2016 -, foram cerca de 5,4% mais acessos deste tipo, acrescentando 1,4 milhão de novos assinantes às bases de operadoras e provedores.
Já o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) informa que há 11,6 milhões de domicílios nacionais com poder aquisitivo suficiente para pagar por banda larga fixa ou móvel, mas sem provimento deste serviço.
“Estes nichos, tanto doméstico quanto corporativo, dependem da fibra óptica para serem supridos. No segmento empresarial, particularmente, a demanda tende a ser ainda maior, em vista do aumento exponencial das aplicações mobile e sistemas conectados para gestão de negócios de todas as áreas”, destaca Vargas. “Isso porque, além dos benefícios já informados, a fibra óptica também oferece conexão muito mais rápida, com maior segurança e confiabilidade, menor incidência de interrupções e maior preparo para aplicações de internet das coisas”, complementa.
Além disso, segundo o especialista, há variáveis deste segmento ainda mais relevantes para o setor corporativo. Como o modelo Passive Optical LAN (POL), no qual as redes não dependem de switches, demandando muito menos espaço físico e nenhuma necessidade de refrigeração, o que diminui substancialmente o número de equipamentos para fornecimento do sinal.
“Com isso, o investimento inicial do usuário pode reduzir em até 70% e a ocupação em racks em até 90%. Já o gasto com energia cai até 49%”, explica o CEO.
Outra vantagem destacada pelo executivo é que o sinal transmitido via fibra perde menos potência (menor atenuação). Por isso, o alcance é muito maior – no formato POL, pode chegar a 20km de distância entre infraestrutura e ponto de acesso
“Mais do que uma tendência, a fibra óptica é uma realidade do mercado de banda larga. Uma realidade que deve ser aproveitada para garantir estruturas mais ágeis e uma sociedade mais conectada, evoluindo o mercado nacional como um todo na esfera da transformação digital”, finaliza Vargas.
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