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Fechar capital foi a melhor decisão, afirma Michael Dell

Enquanto diversas empresas estava preocupadas em estreiar na bolsa, a Dell fez o caminho inverso e há dois anos decidiu fechar capital. E, segundo o fundador e CEO da empresa, Michael Dell, a movimentação foi acertada. “Tornar a empresa privada novamente foi a melhor decisão e nos permitiu construir mais oportunidades do que antes. Os resultados têm sido fantásticos”, apontou o executivo.

Livre da pressão dos investidores, o líder da fabricante conta que pode se concentrar agora nos resultados de longo prazo, sem se preocupar com ganhos trimestrais. “Estou ainda mais convencido de que tornar a empresa privada é a melhor decisão para você e sua companhia”, incentivou.

Dell comparou a pressão que a empresa viveu nos últimos anos com a que passa hoje o CIO, que tem de manter as luzes acesas, mas ao mesmo tempo inovar e colocar em prática a tão falada transformação digital. Desafio, no entanto, que o executivo relatou que a Dell está pronta para ajudar, agora com a bandeira de uma empresa com soluções fim a fim.

Luis Gonçalves, presidente da Dell Brasil, comentou que a mudança de uma companhia pública para privada gerou impacto positivo em todo o mundo incluindo o Brasil. No País, ele contou que as tomadas de decisão foram agilizadas. “Não temos as amarras de uma empresa de capital aberto e o foco das nossas decisões passam a ser de longo prazo”, reforçou. Segundo ele, a empresa ganhou mais liberdade para traçar seu destino.

Talvez até em razão dessa agilidade na tomada de decisão que a empresa tenha arrematado a compra da EMC, por US$ 67 bilhões, causando certa surpresa no mercado. A ideia agora é reforçar a mensagem de um empresa que conta com tecnologias fim a fim, de olho no mercado corporativo, e que está atenta às tendências do mercado.

O presidente da Dell Brasil explicou que há agora um foco no CIO porque existe um ponto de inflexão no mercado. “Precisamos ajudar o líder de TI a passar por essa curva de aprendizado e isso significa desmontar alguns silos e contribuir para que ele possa se preparar para o futuro”, comentou.

Questionado se a compra da EMC faria a Dell seguir caminho semelhante ao da HP, com a divisão dos negócios em duas partes, Gonçalves afirmou que é cedo para dizer, mas emendou que com base no histórico da fabricante, não há motivo para a organização voltar sua estratégia para plataformas, mas o foco claramente deve mirar uma abordagem voltada para as necessidades de seus clientes. “Dessa forma, conseguimos uma visão mais abrangente”, concluiu.

*A jornalista viajou a Austin (EUA) a convite da Dell

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