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Falta de mão de obra é complicador para chegada do Watson ao Brasil

A principal barreira que o mercado brasileiro de soluções analíticas avançadas – como a verificada no supercomputador da IBM, o Watson – enfrenta é a falta de mão de obra capacitada. Segundo Katia Vaskys, líder de Business Analytics e Optimization no Brasil, pelo fato de tais produtos serem algo extremamente específico, sendo uma oferta completa de solução e consultoria para cada cliente, será necessária uma quantidade de profissionais que hoje o Brasil, que enfrenta um sério apagão profissionais de TI, não tem.

“Isso não vai impedir o crescimento, porque com certeza a demanda será atendida, de um jeito ou de outro. Estamos acostumados com isso, esta em nosso sangue brasileiro ‘ir com o que tem’. Mas é um complicador”, disse a executiva em entrevista concedida durante a quinta edição do Information On Demand, evento da IBM realizado nesta semana com mais de dez mil pessoas em Las Vegas (Nevada, Estados Unidos). A executiva detalhou que a IBM possui convênios com universidades, que são um canal da empresa na obtenção de colaboradores.

Soluções analíticas avançadas podem ser exemplificadas como análise de Big Data – dados disponíveis não somente no interior da empresa, mas também aqueles espalhados na internet. O supercomputador Watson –  que baseado inteligência artificial, consegue interagir linguisticamente com humanos – seria a grande vedete deste mercado.

“Não tem como esse tipo de serviço ser padrão. O Watson não é um produto que você pega e instala. Ele é construído para atender uma demanda específica, além de componentes de hardware, análise de textos, de conteúdo, correlação entre dados, fluxo de dados não stream”, ponderou a executiva.

Exatamente por este perfil, a solução terá de ser desenvolvida “dentro de casa”, com um projeto fechad de ponta a ponta. “Cada vez mais as soluções analíticas vão ser usadas como serviço, porque o dado não pertence mais à empresa. Tudo o que se refere a analíticos vai se combinar muito com nuvem e compartilhamento”, adicionou.

Segundo ela, o preço da solução será muito mais ligado a horas de serviços consumidas do que ao software em si.

 

 

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