O Facebook anunciou na última quarta (8) a remoção de perfis que transmitiam informações políticas por meio de informações falsas. Localizadas no Canadá, Brasil, Equador, Ucrânia e nos Estados Unidos, essa ação faz parte de um processo executado pela rede social nos últimos três anos.
De acordo com a companhia, o fator que fez com que a empresa removesse esses perfis foi a identificação de que eles usavam contas falsas para transmitir de forma constante e periódica informações políticas, o que vai contra as regras da rede social, que denomina essa ação como “comportamento inautêntico coordenado”.
Assinado por Nathaniel Gleicher, diretor de cibersegurança do Facebook, o comunicado também explica que grande parte dessas redes tinha como objetivo atingir usuários do próprio país e que estavam ligadas a entidades comerciais e pessoas associadas a “a campanhas políticas ou gabinetes de políticos com mandato.”
Gleicher também informou que, em 2019, a divisão responsável por esse rastreio removeu mais de 50 redes em todo o mundo, e que se mantém comprometida a continuar com o trabalho feito para procurar, remover e revelar campanhas coordenadas de manipulação.
“Sabemos que se trata de um desafio que vai além da nossa plataforma e nenhuma empresa pode enfrentar sozinha. Por isso, é importante que tenhamos discussões amplas na sociedade sobre quais são os limites aceitáveis no campo do debate político e o que podemos fazer para impedir que as pessoas os ultrapassem”, explica ao executivo em parte do texto.
Dentro das ações da empresa relacionadas ao Brasil, o Facebook comunicou a remoção de 35 contas, 14 Páginas e 1 Grupo no Facebook, além de 38 contas no Instagram que utilizavam a prática de comportamento inautêntico coordenado.
De acordo com a publicação, a ação desses perfis consistia na criação de contas falsas, algumas se passando por repórteres ou mesmo veículos de notícias para divulgar conteúdos relacionados a política e eleições, memes políticos, críticas à oposição política, organizações de mídia e jornalistas, e mais recentemente sobre a pandemia do coronavírus, apresentando capturas de tela dos conteúdos publicados por essas contas.
Na postagem, Gleicher informou que, apesar do uso de dados falsos, a equipe interna do Facebook encontrou “ligações a pessoas associadas ao Partido Social Liberal (PSL) e a alguns dos funcionários nos gabinetes de Anderson Moraes, Alana Passos, Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro.”
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