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Facebook quer que você envie nudes para impedir que eles vazem em algum momento

O Facebook tem uma estratégia, no mínimo, curiosa para barrar imagens de revenge porn na rede social: pedir para seus usuários enviarem imagens íntimas que eles temem ser publicadas por terceiros para que as mesmas não rodem eventualmente na plataforma. Segundo o Facebook, esse método conseguiria criar uma espécie de impressão digital nas imagens, prevenindo que as mesmas sejam compartilhadas sem o consentimento de seus usuários. Mas para isso, as imagens seriam antes analisadas por um time “especialmente treinado”.

O projeto já havia sido anunciado na Austrália em novembro passado, mas nessa terça-feira (22), a companhia anunciou que está expandindo seus esforços para a Austrália, Canadá, Reino Unido e Estados Unidos. Em comunicado publicado no perfil Facebook Safety, Antigone Davis, chefe global de segurança, explicou como o programa funciona.

Primeiro, qualquer usuário da rede social, incluindo aí Instagram e Messenger, que sentir que uma imagem íntima sua possa a vir ser compartilhada por alguém, pode entrar em contato com o Facebook para submeter um formulário. Feito isso, a vítima receberia um e-mail contendo um link seguro e único para subir as imagens sensíveis.

Depois, um time de profissionais treinados da chamada Comunidade de Operações Seguras do Facebook irá revisar o formulário e criar uma impressão digital única ou um hash que permitirá ao Facebook identificar futuras publicações das imagens – e isso sem manter cópias das mesmas nos servidores do Facebook.

Segundo o comunicado de Antigone, uma vez que os hashes são criados, a vítima é notificada via e-mail e as imagens são deletadas dos servidores em sete dias. Os hashes são armazenados, de forma que quando qualquer pessoa ouse publicar a imagem com a mesma impressão digital, esta será bloqueada quando aparecer no Facebook, Instagram ou Messenger.

A iniciativa foi bem recebida por alguns usuários, que parabenizaram o Facebook pela empreitada no próprio post do anúncio, entretanto alguns foram um pouco mais céticos com a proposta. Isso porque temem que o Facebook, que ainda lida com a repercussão negativa do escândalo envolvendo o uso indevido de dados de milhões de usuários pela Cambridge Analytica, não tenha a segurança necessária para lidar com fotos sensíveis de milhões de usuários.

Em todo o caso, o Facebook disse que está testando a ferramenta de forma pró-ativa em parceria com grupos internacionais de segurança, vítimas de vingança de pornô e grupos de ciberdireitos nos mercados citados e espera ouvir e aprender com o feedback dos usuários.

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