Pesquisa do Instituto de Transformação Digital, da Capgemini, aponta que os produtores esperam que seus investimentos em fábricas inteligentes sejam responsáveis por um aumento de 27% de produtividade nos próximos cinco anos, o que deve adicionar US$ 500 bilhões à economia global até 2022.
A pesquisa foi realizada de fevereiro a março de 2017 e teve participação de mil executivos que ocupam o cargo de diretoria ou acima em empresas de manufatura com uma receita de mais de US$1 bilhão ao ano. Foram seis setores: manufatura industrial, automotivo e transporte, energia e utilities, aeroespacial e defesa, ciências da vida e produtos farmacêuticos e bens de consumo.
Geralmente descrita como a pedra estrutural da “Revolução Digital Industrial”, fábricas inteligentes fazem uso de tecnologias digitais, como IoT, big data, analytics, inteligência artificial e robótica avançada, para aumentar produtividade, eficiência e flexibilidade. Os recursos incluem robôs colaborativos, trabalhadores que usam componentes de realidade aumentada e máquinas que enviam alertas quando precisam de manutenção.
Até o final de 2022, segundo o estudo, os fabricantes esperam que 21% de suas fábricas sejam inteligentes. Setores como aeroespacial e defesa, fabricação industrial e automotiva, nos quais as pessoas já trabalham ao lado de máquinas inteligentes, devem liderar esta transição.
Como resultado de melhorias na produtividade e maior flexibilidade, as fábricas inteligentes se beneficiarão de reduções significativas nos custos operacionais. Por exemplo, o relatório estima que um fabricante automotivo poderia atingir uma melhoria de cerca de 40% na sua margem operacional por meio de melhores custos de logística e material, eficácia do equipamento e de qualidade de produção. Como tal, a maioria das empresas industriais já embarcou na digitalização de plantas produtivas para permanecer competitiva. Apenas 16% dos entrevistados dizem que não têm uma iniciativa de fábrica inteligente, ou planos futuros para implementar uma.
Paul Boris, vice-presidente de Indústrias de Manufatura da GE Digital, comenta que um efeito colateral da globalização é que as empresas têm um conjunto mais diversificado de concorrentes, com tecnologia e ferramentas à sua disposição para melhorarem constantemente. “Com a finalidade de criar polos de criatividade e nos destacarmos na multidão, estamos usando a tecnologia para fortalecer a nossa oferta. Por exemplo, abrimos nossa primeira fábrica inteligente em 2015 e conseguimos reduzir as paradas não planejadas entre 10% e 20%”, destaca.
Mercado de trabalho global
A mudança para fábricas inteligentes virá com uma redução significativa nos custos de mão de obra direta. A pesquisa mostrou que os fabricantes esperam uma redução de 25% nos custos de mão de obra em fábricas inteligentes até 2022. Embora a perspectiva de curto prazo seja sombria para empregos de baixa qualificação / baixo salário, muitos fabricantes reconheceram a obrigatoriedade das habilidades e estão agindo sobre ela. Mais da metade (54%) dos entrevistados estão fornecendo treinamento em habilidades digitais para seus funcionários e 44% estão investindo na aquisição de talentos digitais para preencher a lacuna de habilidades.
A Unico, empresa brasileira especializada em identidade digital e biometria facial, ingressou com ações nas…
A Salesforce anunciou parceria com a FIFA como apoiadora oficial da Copa do Mundo de…
Neil Redding será o palestrante de abertura do IT Forum Praia do Forte 2026. Com…
Apesar da consolidação da computação em nuvem como um dos pilares da transformação digital, uma…
As equipes de segurança cibernética enfrentarão um cenário cada vez mais complexo nos próximos anos,…
Apenas uma em cada três pessoas dos Estados Unidos aprova o ritmo acelerado de construção…