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Expectativas e preparação da indústria para próxima década

Há pouco tempo, não era raro encontrar diversos relatórios de especialistas e pesquisadores com previsões para a indústria e a economia em 2020. Bem, 2020 já chegou, e o que se vê atualmente é um mundo bem diferente de dez anos atrás. Tecnologias que eram encaradas como obra de ficção científica, por exemplo, IA inteligência artificial e a internet das coisas, já são realidade em muitas companhias. Diante disso, a pergunta que fica é: o que espera a indústria na próxima década e o que os empreendedores precisam fazer para se prepararem diante dessa evolução tecnológica constante?

Fala-se muito do conceito de Indústria 4.0, não faltam estudos que mostram como ele pode potencializar as demais revoluções. Contudo, ainda é cedo para prever todos os impactos causados pela quarta revolução industrial. Mesmo assim, é possível afirmar que, em alguns aspectos da nossa vida será muito diferente do que é hoje. Internet das coisas, inteligência artificial e robótica, por exemplo, são campos nos quais é fácil identificar mudanças práticas, a automação está finalmente chegando às casas, ao trabalho e, claro, aos smartphones, dispositivos com raízes na revolução digital, mas que dia após dia, tornam-se mais inteligentes e otimizam tarefas cotidianas.

O que se espera da empresa do futuro é ser organizada em torno de seus processos e centralizar os esforços em seus clientes, deve ser ágil e enxuta, pois, seus projetos exigirão conhecimento do negócio, autonomia, responsabilidade e habilidade na tomada de decisão. As companhias modernas terão desafios diferentes com base em novos princípios, adequados à tecnologia e ao estilo gerencial contemporâneo, como alocação de recursos em tempo real, comunicação integrada em todos os departamentos e profissionais, organização do trabalho em times e avaliação de desempenho por resultados.

Isso exige que a indústria execute diversas transformações para se adaptar a este novo momento e realidade. Soluções como análise de dados, virtualização, modularização (divisão de uma solução em partes funcionais), robótica e manufatura aditiva e híbrida (processos industriais de adição metálica e usinagem) com as impressões 3D serão cada vez mais requisitadas pelos colaboradores em seus processos internos. A integração de sistemas de gestão deve agregar a cadeia produtiva e além disso, computação em nuvem, internet das coisas, realidade aumentada e cibersegurança serão conceitos permanentes na estratégia de investimento do negócio.

Também será necessário superar obstáculos, cada um deles inerente ao tipo de organização. As pequenas empresas, por exemplo, precisam lidar com questões relacionadas ao financiamento e aos custos elevados, uma vez que têm mais dificuldades para levantar fundos e melhorar suas operações. Os riscos econômicos, como o câmbio, são preocupações das companhias de médio porte, já as grandes corporações têm dificuldade de inserir a inovação na agenda da direção executiva, seja por questão de rigidez operacional, seja pela facilidade em adquirir a tecnologia da matriz, no caso de multinacionais.

Hoje, já há tecnologias que moldam sua indústria para o futuro, desenvolvendo importante papel nos processos produtivos, é o caso, por exemplo, das plataformas de integração, capazes de conectar sistemas e dados de toda a empresa. Por meio delas, as informações conseguem circular de um departamento para o outro de forma rápida e eficiente, garantindo que os profissionais possam tomar as melhores decisões no seu dia a dia.  Além disso, traz segurança, autonomia para a equipe de TI, garantindo que o negócio possa crescer sem nenhum obstáculo pela frente.

O importante é reconhecer que a tecnologia na indústria avançou muito nas últimas décadas – há inúmeras inovações que revolucionaram o modo como as coisas são feitas. A internet é uma parte importante de qualquer negócio, e nenhuma marca pode sobreviver sem estar conectada a um software de computador, análise de big data, inteligência artificial, etc. É por meio delas que a indústria conseguirá ficar à frente e pronta para os novos desafios que surgem todos os anos.

*Diogo Lupinari é CEO e cofundador da Wevo

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