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Exigências legais movimentam TI da Daslu

Na suntuosa Villa Daslu, na Vila Olímpia, zona nobre de SP, a tarefa do coordenador de TI, Vagner Rodrigues, é desafiante: fortalecer a infraestrutura tecnológica da companhia para suportar a rotina e o crescimento do negócio, atender às exigências legais e aprimorar o relacionamento com os públicos interno e externo. Isto em um cenário particularmente turbulento e incerto para a butique de luxo.

Foco, desde 2005, de investigação conjunta da Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público contra crimes de ordem tributária – que resultou em processo contra a empresa na Justiça Federal de São Paulo – a Daslu tem gerado na imprensa especulações sobre dificuldades financeiras para manutenção da operação e rumores sobre possível pedido de concordata. Além disso, há o impacto da crise econômica internacional no mercado de luxo e o real acirramento da concorrência nas imediações da Daslu, onde grandes cadeias de shopping centers se instalam dispostas a atrair o público de alto poder aquisitivo da região.

Nesse contexto, Rodrigues demonstra otimismo quanto aos avanços e aos projetos de sua área, embora não revele cifras. “A empresa está estudando a abertura de lojas e retomando a ideia de vendas via website.” Ele conta que o e-commerce da Daslu ficou no ar por três meses, em 2008, em caráter experimental. “Mas a gente ainda precisa encontrar a solução ideal para a venda de produtos que se caracterizam pela exclusividade e destinados a um público exigente, que quer experimentar antes de comprar”, pontua. A tarefa é complexa e o mercado não oferece cases que sirvam de espelho para a butique. “Há poucas lojas de luxo vendendo pela internet.”

Solução de inteligência dos negócios também está nos planos da Daslu para este ano. A empresa se vale de uma ferramenta caseira para auxiliar a tomada de decisões estratégicas, mas já pesquisa no mercado um sistema de BI que sirva para suas necessidades. Contudo, há cerca de cinco anos, a butique tem ERP (da Linx), que, segundo o executivo, “está de bom tamanho”.

Outro grande projeto da empresa resultou da parceria com a ADP para gerenciamento de RH e folha de pagamento. No início de 2008, passou a contar com administração destes processos totalmente online, rodando em servidor da ADP. Os benefícios vão desde o acesso remoto, de qualquer hora ou lugar, parametrização sob demanda e suporte permanente, até economia com documentos físicos relacionados à folha de pagamento de mais de 600 funcionários, à época. “Nos consideramos totalmente cobertos na área de RH e de sistema de gestão, que também tem recursos de CRM”, afirma Rodrigues. No momento, ele corre contra o tempo na cotação de parceiros para trocar os relógios de ponto eletrônicos por aparelhos que imprimam o cupom com horário de entrada e saída dos funcionários, uma determinação legal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) com prazo máximo de implementação para agosto deste ano.

A lista de prioridades do coordenador de TI destaca, ainda, a aquisição de ferramentas que complementem a infraestrutura de segurança já reforçada em 2009 com o Servidor Exchange e ISA Firewall, da Microsoft. Atualmente, ele e equipe analisam a solução integrada de segurança Barracuda, mas a decisão de compra ainda não foi tomada.

No comando de uma área composta por dez profissionais, 300 desktops e 13 servidores – toda a gestão do parque de impressão é terceirizada para a Toshiba -,  Rodrigues destaca, entre os principais desafios da equipe, desenvolver uma TI que se adapte ao estilo e ao negócio ultraespecífico da Daslu. “Não é apenas moda, mas moda de alto luxo, o que requer algumas soluções diferenciadas, muitas das quais só existem lá fora. Está nos nossos planos, por exemplo, adquirir um tipo de terminal de consulta sofisticado, com tela touchscreen. Mas depende de o fornecedor trazer o produto a preços acessíveis”, explica. 

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