Acompanhar as obras em um país continental como o Brasil é um grande desafio de qualquer e empreendimentos. O Departamento de Engenharia e Construção (DEC), órgão de direção setorial do Exército Brasileiro, sabe disso e aposta em tecnologia da informação como ferramenta para lhe ajudar nessa missão. Para tanto, criou o Sistema Integrado de Comunicação e Monitoramento (Sicom) unindo diversas soluções tecnológicas.
“Temos uma dificuldade muito grande de comunicação com nossos canteiros de obras”, constata João Rufino de Sales, chefe da assessoria em tecnologia da informação do DEC. O projeto iniciado em 2009 estrutura-se sobre conceitos de Unified Communications (UC) para integrar pessoas, equipamentos e bases fixas e móveis em canteiros distribuídos em diferentes localidades.
A iniciativa agrega em sistemas e dispositivos em um pacote que leva a pontos remotos ferramentas de comunicação encontradas normalmente apenas nos escritórios centrais das corporações. A solução é suportada por tecnologias de diversos fornecedores. Compõem a iniciativa Cisco, Mtel, Axis, Alvarion e Tedenium.
Os componentes integram em tempo real unidades remotas ao comando centralizado da operação. O kit pode ter câmeras digitais, sistema de gravação de vídeo, telefonia digital, comunicação de voz e dados, gerenciamento de redes sem fio e a possibilidade de transmissão via satélite.
O projeto agiliza a distribuição de instruções, facilita processos e aumenta a eficiência e segurança do trabalho. “Temos sensores sem fio para verificar remotamente endurecimento de concreto”, exemplifica o executivo. Além disso, etiquetas de radiofrequência (RFID) ajudam no controle de acesso ao local das obras e na gestão do fluxo de material; dispositivos de coleta de dados armazenam e transmitem formulários. Tudo isso pode ser acompanhado via portal, em tempo real.
“Nossa ideia é dar transparência”, comenta Sales, sinalizando que, em pouco tempo, serão disponibilizados recursos para que a população acompanhe o andamento das obras. “A tecnologia muda a forma de trabalharmos e temos consciência de que isso é inevitável”, sintetiza.
O trabalho vem sendo implantado a medida que novas obras surgem. “No legado é muito difícil de implantado. Quando a obra tem vulto grande (de recursos) podemos adotar desde já e, outros casos, adotamos de acordo com a necessidade”, explica, dizendo que um exemplo de iniciativas que ingressa no conceito são as obras em andamento no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
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