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Exclusivo: Overclock com Athlon64 3500+ de 90 nanômetros

Introdução

Tivemos a oportunidade, em primeira mão, de testar o novo Athlon64 3500+ para soquete 939 produzido na tecnologia de 90 nanômetros, sem dúvida um dos processadores mais desejados para os próximos meses.

Essa ausência de processadores de menor custo tornou a distância de preços entre a plataforma com soquete 754, com memórias Single Channel, e a de soquete 939, com suporte a memórias Dual Channel, muito maior do que o efetivo beneficio que a tecnologia oferece. Agora a tendência é que haja um equilíbrio maior entre o custo dessas duas soluções.

Overclock

É natural que todo processo novo seja menos preciso do que outro que já está amadurecido, e é isso que acontece nesse momento com a tecnologia SOI de 90 nanômetros frente a anterior de 130 nanômetros. A AMD está conseguindo reduzir o consumo elétrico e a dissipação térmica com a substituição da tecnologia, ao contrário da Intel com sua linha Prescott de 90 nanômetros feitos com(Silício esticado), mas ambas as empresas enfrentam ou enfrentaram dificuldades com o novo processo.

A Intel já consegue atualmente, com o stepping E0 de seus processadores, um consumo elétrico e uma dissipação térmica muito menor (significativamente menor) do que os primeiros Prescotts a chegarem ao mercado. O website

Tom’s Hardware tem um detalhado artigo sobre esse novo stepping e suas novas características técnicas e térmicas.

A AMD também optou por lançar a nova tecnologia nos modelos menores, como já dissemos, mantendo os processadores topo de linha ainda na tecnologia de 130 nanômetros. E há uma razão para isso, comprovada em nossos testes com o novo processador: não atingimos em overclock o mesmo desempenho que tínhamos com a tecnologia antiga, evidenciando a imaturidade do novo processo nesse momento. É questão de tempo, talvez poucos meses, para que os modelos mais rápidos também sejam fornecidos em 90 nanômetros e com boas possibilidades de overclock.

Para testar o novo processador, usamos a mesma AV8 da ABIT com que testamos o Athlon64 3800+ que está no artigo

Overclock Geral e reduzimos o multiplicador do modelo 3800+, originalmente 12x, para 11x a fim de obter a mesma freqüência de operação do modelo 3500+ e com isso comparar as diferenças de performance entre as duas tecnologias de produção. O modelo 3500+ opera em 2.200 MHz e tem 512k de cache, a mesma especificação do modelo 3800+ com o multiplicador reduzido.

A primeira surpresa veio com o 3800+ reduzido para 3500+, pois embora tivéssemos mantido a mesma configuração de memória, a mesma memória GEIL Ultra-X, e todos os demais componentes exatamente iguais aos utilizados no artigo

Overclock Geral , os resultados de performance da memória foram menores, não importasse quantas repetições fossem feitas. Os testes de leitura mostraram uma performance média 2.5% menor do que o modelo 3800+ original, e os testes de escrita foram 18% menores, e não conseguimos identificar a razão disso. E o mais surpreendente é que o modelo de 90 nanômetros, um 3500+ original, também mostrou o mesmo estranho comportamento. Será um “bug” com o multiplicador 11x existente na bios dessa placa?

3800+ (12x)

3800+ (11x)

3500+ (11x)

AIDA32 Leitura

5998 5812 5852

AIDA32 Escrita

2587 2108 2231

Fora esse pequeno e incompreensível contratempo, os demais testes apresentaram resultados esperados, sendo que o novo processador foi sempre um pouco mais rápido, uma pequena diferença, mas que se repetiu em todos os testes.

3800+ (11x)

3500+ (11x)

Diferença

PCMark2004 – System 4389 4448 1,3%
PCMark2004 – CPU 4115 4171 1,4%
PCMark2004 – Memória 5316 5356 0,8%
3DMark2003SE 5351 5370 0,4%
SuperPI 2M 1,29 1,29 0,0%
AIDA32 Leitura 5812 5852 0,7%
AIDA32 Escrita 2108 2231 5,8%
Media Encoder 4,09 4,08 1 segundo
Aquamark 42734 42822 0,2%
Temperatura mínima 38 °c 38 °c 0 °c
Temperatura máxima 54 °c 50 °c -4 °c

A segunda surpresa veio com a capacidade de overclock do novo modelo. Era de se esperar que a nova tecnologia permitisse freqüências de operação mais altas do que a antiga versão de 130 nanômetros, mas não foi isso que aconteceu, pelo menos com esse exemplar testado.

Havíamos conseguido 2563 MHz com um modelo 3200+ no soquete 754 com uma ótima DFI, usando 10% a mais na voltagem, e 2600 MHz com o modelo 3800+ nessa mesma placa ABIT, usando 1.575v (0.075v a mais do que o padrão). Com o novo modelo, só conseguimos 2500 MHz depois de muitos ajustes, necessitando de 1.55v (o padrão nessa nova versão é apenas 1.40v, ou seja, aumentamos mais de 10% a voltagem) e com o HTT em 227 MHz (11x 227 = 2500). Tentamos 2550 MHz sem sucesso, não havia estabilidade em alguns testes, o SuperPI dava erro logo nas primeiras interações.

O aumento da voltagem mostrou seu preço logo no início dos testes, aumentando consideravelmente a temperatura média de trabalho. Atingimos um pico de 60°c, apenas 2°c abaixo do modelo antigo rodando em 2600MHz com 0.025v a mais na voltagem. Esperávamos muito mais desse novo modelo.

3500+ 2200 MHz

3500+ 2500 MHz

Diferença

PCMark2004 – System 4448 4944 11,2%
PCMark2004 – CPU 4171 4703 12,8%
PCMark2004 – Memória 5356 5291 -1,2%
3DMark2003SE 5370 5401 0,6%
SuperPI 2M 1,29 1,22 -5,4%
AIDA32 Leitura 5852 5940 1,5%
AIDA32 Escrita 2231 2126 -4,7%
Media Encoder 4,08 3,40 28 segundos
Aquamark 42822 43060 0,6%
Temperatura mínima 38 °c 46 °c 8 °c
Temperatura máxima 50 °c 60 °c 10 °c

Para operar em 227 MHz, tivemos que aumentar a latência da memória de 2-2-2-5 para 2.5-3-3-10, por isso os índices de memória ficaram ligeiramente piores do que antes, somando ao fato de aparentemente haver um bug nesse item quando se usa o multiplicador 11x, nativo do modelo 3500+. As demais diferenças são normais para um overclock de apenas 13%.

Não há muito mais a dizer sobre esses novos processadores de 90 nanômetros a não ser confirmar o que é quase uma regra para os overclockers quando se troca de tecnologia de produção: os primeiros modelos não necessariamente são os melhores para overclock. Podendo esperar alguns meses, pode ser interessante.

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