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Eu quero crescer…e quem não quer?

Faz parte do meu trabalho entrevistar pessoas para os mais diferentes cargos e, quando as pergunto sobre o seu objetivo profissional, 90% delas afirmam que crescer está no topo da lista. Não pense que isso é ruim, pelo contrário, o problema só aparece quando questiono o que isso significa para elas e o que fazem para que essa evolução aconteça. As respostas variam entre mudar de cargo, ter um aumento de salário ou, em raras situações, aprender e fazer parte da estratégia da empresa.

Acredito que para alcançar o tão almejado crescimento, o indivíduo precisa entender que responsabilizar terceiros por sua estagnação profissional pode ser um caminho mais simples, mas identificar o que pode ser feito para mudar e, apesar do possível contexto adverso, ultrapassar os próprios limites rumo a evolução o levará muito mais longe. As pessoas devem ter em mente que somos nós quem decidimos aprender, entregar mais, demonstrar comprometimento e engajamento com o que queremos. Se o contexto não é dos mais positivos em relação aos anseios financeiros, de atividade e de cultura, a decisão de mudança também deve partir de nós. O papel da empresa é nos dar as ferramentas para que isso ocorra, mas não podemos responsabilizá-la por nossa estagnação, afinal a carreira é de quem?

A apropriação da carreira nos faz entender que o conhecimento e as experiências adquiridas serão os nossos alicerces para conquistarmos novas posições e os resultados que atingimos, nossos aprendizados, aquilo que absorvemos, não poderá ser retirado de nós nunca! Almejar crescimento significa estar pronto para se responsabilizar por seus atos e as consequências deles.

Mas o que deve ser avaliado para que essa transformação aconteça e possamos avançar rumo ao desenvolvimento pessoal? Não existe uma receita simples, mas algumas mudanças podem ser cruciais para uma virada de carreira.

O primeiro ponto a ser considerado é: você entrega 101% dos seus objetivos ou se contenta em fazer apenas aquilo que lhe foi incumbido? Se restringir por pensar que você faz aquilo que é pago para fazer não fará com que o crescimento faça parte da sua rotina.

Também fique sempre atento as chances e as opções que a empresa lhe oferece. Analisar essas oportunidades e ver se o contexto é favorável ao desenvolvimento da sua carreira lhe impedirá de sofrer possíveis frustrações. Em alguns momentos, é importante ter coragem para assumir que talvez a melhor opção seja olhar o mundo lá fora.

O comportamento é outro ponto que deve ser levado em conta. A forma como você se compromete com os resultados e se relaciona com os colegas de trabalho pode ser um obstáculo na jornada rumo ao sucesso. Pense em como as sugestões que lhe são dadas podem ser úteis, promova alianças estratégicas e fique atento a sua postura. Questione-se sobre o que é esperado de você e o que pode fazer para melhorar.

E, por último, mas não menos importante, mantenha-se em desenvolvimento contínuo. O mundo está constantemente em transformação, por isso, foque em sua evolução e em quais ações pode adotar para estar sempre atualizado.

Nós podemos ter o pensamento de que a grama do vizinho está sempre mais verde do que a nossa, ou finalmente enxergar que a nossa grama, assim como todas as outras, tem dias bons e dias ruins, mas que vale a pena lutar por ela e com ela. A carreira é nossa e a responsabilidade por ela também

*Por Kira Kimura, gerente de Aquisição de Talentos da Concentrix Brasil, companhia global especializada em outsourcing e em prestação de serviços.

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