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Estudo: falta de sintonia entre equipes de TI põe transformação em risco

Como anda a relação entre as equipes de segurança e redes na sua empresa? Segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (5) pela Netskope, fornecedora de soluções de segurança na nuvem, a falta de colaboração entre dois dos principais componentes de uma equipe de TI acende um ponto de alerta para os gestores.

Cerca de 35% das equipes de segurança e redes da América Latina acreditam “as equipes de segurança e redes não trabalham muito em conjunto”. Apesar disso, o estudo revela que 46% dessas equipes reportam ao mesmo gestor. A relação é preocupante em alguns casos: 45% descreveram a relação entre elas como ‘combativa’ (13%), ‘disfuncional’ (8%), ‘fria’ (15%) ou ‘irrelevante’ (9%).

Mais da metade dos entrevistados e dos CIOs concordaram que a baixa de colaboração entre equipes especializadas oculta os benefícios da transformação digital. A falta de sintonia entre as equipes pode significar grandes perdas financeiras, já que US$ 6,8 trilhões serão investidos nesses projetos entre 2020 e 2023, segundo o IDC.

Leia mais: Vagas em TI crescem 20% no primeiro trimestre de 2021

“Há muita coisa em jogo para permitir que as equipes de redes e segurança operem isoladamente”, pontua Alain Karioty, Diretor Regional da Netskope para a América Latina, destacando os benefícios da atuação conjunta das equipes de TI, como nos modelos de DevOps.

E mesmo com o diagnóstico de falta de colaboração, a dependência entre as equipes é clara: 81% dos profissionais de segurança e 76% de redes avaliam que a segurança integra a responsabilidade da equipe de rede (‘a segurança está embutida na arquitetura de rede’). Com o aumento do trabalho remoto devido à pandemia, 49% dos profissionais de segurança e 48% dos profissionais de redes enxergam a segurança como o maior desafio.

“Agora é a hora dos profissionais se unirem em busca de seus objetivos comuns”. Segundo o executivo, a união e evolução das arquiteturas, com SASE, por exemplo, incentivam uma colaboração mais eficaz e estruturas remodeladas entre os times de redes e segurança. “Essas etapas permitem que as empresas realizem as transformações essenciais para o sucesso da transformação digital”.

Objetivos em comum

Apesar do cenário alarmante, há uma luz no fim do túnel: esses profissionais da região compartilham as mesmas prioridades para 2021. ‘Apoiar o aumento da produtividade para a empresa como um todo’ e ‘mais eficiência em minha equipe e processos’ são premissas para as duas áreas. Os profissionais de segurança também elencaram “aumentar a visibilidade e o controle”, enquanto os de redes atuam na “expansão da infraestrutura para apoiar o crescimento dos negócios”.

Os projetos de transformação estão sendo desenvolvidos ou foram concluídos por 83% dos respondentes da região, sendo que 68% dessas iniciativas envolvem a transformação de redes e segurança, com 64% sob a responsabilidade do mesmo executivo entre duas equipes.

Realizada entre fevereiro e abril pelo Censuswide, em parceria com a Netskope, a pesquisa entrevistou 2.675 profissionais de TI na América do Norte (Canadá e EUA), Europa (França, Alemanha e Reino Unido) e América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México). Ao todo, 750 da América Latina participaram do levantamento.

Os participantes trabalham em TI para empresas com mais de 5 mil usuários de tecnologia nos cardos de ‘CIO / Diretor de TI’, ‘Profissional de segurança de TI’ e ‘arquiteto / administrador de rede’.

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