Num rápido bate-papo com jornalistas presentes no Oracle Open World, Luiz Meisler, vice-presidente executivo da Oracle para a América Latina, abordou rápidos pontos sobre a estratégia da Oracle junto a parceiros de canais e o mercado latino como um todo.
?Quando se trata da América Latina, o Brasil tem a maior participação, algo em torno de 45% do faturamento da região?, contou Luiz. Hoje, a Oracle conta com 1,8 mil canais no Brasil, e tem a intenção de triplicar o número de parceiros, tanto no País, quanto em toda a região. “São mais certificações, mas especializações e maior foco em verticais”, disse o VP, sem especificar mais a proposta de crescimento.
Dentro de um universo de 9 mil produtos, o executivo acredita que todas podem ter aderência ao mercado nacional, porém deve se olhar para as ofertas de forma mais focada. ?É claro que o País comporta nossas soluções, mas com o crescimento da demanda por produtos cada vez mais específicos, o caminho natural é que o leque de opções fique menor e mais focado?, afirmou o executivo, se esquivando quanto a pergunta referente às soluções que a Oracle vê como foco de negócios no País.
A Oracle conta com estrutura de atendimento segmentada em níveis: ?Temos 40 contas estratégicas atendidas diretamente por nós, e por vezes colocamos um canal junto ao negócio, e este é o primeiro nível de atendimento. O segundo nível é feito através da Oracle, mas com presença mais forte do parceiro, e, por último, temos o atendimento apenas através do canal, que são as médias e pequenas empresas?, contou Luiz.
Seguindo o discurso adotado por Mark Hurd, CEO da Oracle, em recente entrevista para a CRN EUA, o VP afirma que os parceiros são essenciais para a estratégia de abrangência da companhia, uma vez que ?eles chegam onde a Oracle não consegue ter rápida adesão?, principalmente no que se trata de cidades do interior de grandes capitais. ?Hoje, mais de 50% das vendas globais da companhia são feitas através de canais?, complementou o executivo.
Entre as verticais que serão foco do ?ataque? da Oracle estão o setor financeiro, Telecom e varejo, num primeiro momento, e petrolíferas e companhias de infraestrutura em geral ? como construtoras -, são ?interessantes e essenciais? para o crescimento da fabricante.
Quando questionado sobre por qual motivo o parceiro/ cliente deveria optar por uma solução da Oracle e não da IBM, por exemplo, o VP foi direto: ?Somos uma empresa de produtos e a IBM é uma empresa de serviços. São aproximações de negócios diferentes, mas entendemos que nosso posicionamento e oferta são mais interessantes?, afirmou.
A IBM é a maior implementadora das tecnologias da Oracle, mas também é uma das maiores concorrentes, contou Luiz, que lembrou: ?Vivemos num mundo complicado. Tudo que pode agregar valor técnico a um produto nosso será utilizado, mas, quanto a parceria com outros fabricantes, somos sempre mais competidores do que parceiros?.
Na hora da pergunta de sempre ? investimentos em parceiros e no País, faturamento estimado e expectativa de crescimento, o executivo brincou dizendo ?Estamos em fechamento de trimestre e não podemos falar de números, não queremos colocar meu emprego em xeque?.
A Oracle conta com escritórios no México, Chile, Peru, Venezuela, Colômbia, Costa Rica, Porto Rico, Colômbia, e Argentina ? que atende à Bolívia, Uruguai e Paraguai. O México, aliás, é o segundo país de maior faturamento da Oracle na América Latina.
A Unico, empresa brasileira especializada em identidade digital e biometria facial, ingressou com ações nas…
A Salesforce anunciou parceria com a FIFA como apoiadora oficial da Copa do Mundo de…
Neil Redding será o palestrante de abertura do IT Forum Praia do Forte 2026. Com…
Apesar da consolidação da computação em nuvem como um dos pilares da transformação digital, uma…
As equipes de segurança cibernética enfrentarão um cenário cada vez mais complexo nos próximos anos,…
Apenas uma em cada três pessoas dos Estados Unidos aprova o ritmo acelerado de construção…