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Estes são os cinco livros favoritos de Bill Gates em 2018

O cofundador da Microsoft, Bill Gates, é um leitor ávido que busca ler todos os anos cerca de 50 livros. E como tradição, todo mês de dezembro, o filantropo escolhe desta generosa lista cinco livros que ele considera os melhores e os recomenda em seu blog: Gate’s Notes.

Se no ano passado, Gates indicou uma lista eclética de publicações, incluindo aí graphic novel, ficção e uma biografia, neste ano ele manteve a pluralidade literária. “Minha lista é bem eclética este ano. Desde um guia sobre como meditar a um mergulho profundo nas armas autônomas a um suspense sobre a queda de uma companhia que parecia ser promissora. Há algo para todo mundo”, explicou e incentivou internautas a darem livros de presente.

“Se você é como eu, você ama dar e receber livros no Natal. Uma boa leitura é um ótimo presente: é algo carinhoso e fácil de embrulhar (sem baterias ou montagem exigida). Além disso, eu acredito que todos poderiam se beneficiar de ter mais livros em suas vidas”, sugeriu Gates. “A seleção deste ano está altamente presenteável”, acrescentou.

Abaixo, listamos os livros favoritos de Gates neste ano, com um resumo da resenha que o próprio fez em seu blog.

“Educated”, de Tara Westover (Ainda sem tradução para o português). “Tara nunca foi para a escola ou visitou um médico até o momento que ela saiu de casa aos 17 anos. Eu nunca pensei que eu me identificaria com uma história sobre crescer em uma comunidade Mórmon, mas ela é tão boa escritora que me fez refletir na minha própria vida enquanto lia sobre sua infância extrema. Melinda (esposa de Gates) e eu amamos essa biografia de uma jovem mulher cuja sede de conhecimento era tão forte que ela acabou conquistando um Ph.D. da Cambridge University”.

“Army of None”, de Paul Scharre (Ainda sem tradução para o português) – “Armas autônomas não são exatamente a primeira coisa que vem a mente para a maioria dos feriados, mas este olhar instigante para a Inteligência Artificial na guerra é difícil de abandonar. É um tema imensamente complicado, mas Scharre oferece explicações claras e apresenta os prós e contras da guerra conduzida por máquinas. Sua fluência com o assunto não deve surpreender: ele é um veterano que ajudou a redigir a política do governo dos EUA sobre armas autônomas”.

“Bad Blood”, de John Carreyrou – “Muitos amigos me recomendaram este livro. Carreyrou dá o olhar definitivo de quem viu a ascensão e queda de Theranos. A história é ainda mais louca do que eu esperava, e me vi incapaz de largar tudo assim que comecei. Este livro tem tudo: fraudes elaboradas, intrigas corporativas, matérias de capa de revista, relacionamentos familiares arruinados e o fim de uma empresa que já foi avaliada em quase US$ 10 bilhões”. Em tempo, a Theranos foi uma startup baseada em Palo Alto, Califórnia, que afirmava ter um dispositivo revolucionário que conseguia mais de 200 tipos de exames médicos. A empresa virou uma grande sensação no Vale do Silício, recebeu uma série de investimentos para depois descobrir que se tratava de uma farsa.

“21 lições para o século 21”, de Yuval Noah Harari. “Eu sou um grande fã de tudo que Harari escreveu, e seu livro mais recente não é uma exceção. Enquanto Sapiens e Homo Deus cobriram o passado e o futuro, respectivamente, este é todo sobre o presente. Se 2018 deixou você impressionado com o estado do mundo, 21 lições oferece uma estrutura útil para processar as notícias e pensar sobre os desafios que enfrentamos”.

“The Headspace Guide to Meditation and Mindfulness”, de Andy Puddicombe. “Tenho certeza de que eu, com 25 anos de idade, zombaria dessa, mas Melinda e eu estamos realmente ligados em meditação. O livro começa com a jornada pessoal de Puddicombe, de um estudante universitário a um monge budista, e depois se torna um explicador divertido sobre como meditar. Se você está pensando em tentar a atenção plena, esta é a introdução perfeita”.

E você pode se perguntar como o filantropo consegue arrumar tempo e manter a disciplina de ler cerca de um livro por semana? “Eu não me permito começar um livro que eu não vá terminar”, disse um Gates descontraído em entrevista ao Quartz veiculada no ano passado. E, bem, se você estiver lendo um livro extenso, é melhor você se sentar por uma hora, ele indica. O próprio afirma dedicar, pelo menos, uma hora por dia ao hábito.

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